"É por isso que posso dizer com segurança que os ricos não criam emprego, nem sequer as empresas, pequenas ou grandes. O que leva a maior emprego é um cíclo vicioso entre clientes e empresas semelhante ao ciclo da vida. E apenas os consumidores podem iniciar esse ciclo virtuoso de aumento de procura, o que leva à contratação. Neste sentido, um consumidor normal de classe média é um “criador de emprego” bem maior que um capitalista como eu.
Por isso, quando homens de negócios se congratulam por criar emprego, é como esquilos congratularem-se pela evolução das espécies. Na verdade, o sentido é inverso.
Toda a gente que tenha um negócio sabe que a contratação é o último recurso de um capitalista, algo que fazemos apenas quando o aumento da procura o exige. E neste sentido, chamar-nos de criadores de emprego é falacioso.
É por isso que as nossas políticas correntes estão todas ao contrário. Quando temos um sistema fiscal em que a maioria das isenções e as taxas mais baixas beneficiam os ricos, tudo em nome da “criação de emprego”, a única consequência é os ricos ficarem mais ricos.
Desde 1980 que a percentagem de receitas para os americanos mais ricos mais que triplicou, enquanto a sua carga fiscal diminuiu cerca de 50%.
Se fosse verdade que impostos mais baixos e mais riqueza para os ricos leva à criação de emprego, então estariamos a nadar em empregos. E, no entanto, o desemprego e a precariedade estão a níveis recorde."
