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Jul 12

publicado por José Manuel Faria às 18:40


"O Bloco de Esquerda terá de sair da encruzilhada em que se encontra. O estado de graça que a novidade naturalmente lhe garantiu acabou. E construir uma alternativa depende da capacidade de, à esquerda, saber fazer todas as pontes, tendo na recusa do sectarismo a sua principal marca identitária. Aceitando o que muito dificilmente qualquer partido aceita: que, em tempos tão dramáticos, ele é muito curto para a construção de uma alternativa. E que a acumulação de forças, por via do descontentamento crescente, nem é provável, nem, mesmo que acontecesse, seria suficiente para que tivesse um papel útil no cenário que nos espera. Um partido que nasceu para desbloquear a esquerda portuguesa não pode transformar-se em mais um factor de bloqueamento, regressando à velha cultura de seita que condenou a esquerda radical portuguesa. Até porque, tendo em conta a juventude do BE e a natureza da sua base social, dificilmente, ao contrário de outros, sobreviverá ao seu próprio autismo."

 - O BE tem obviamente de assumir que quer governar mas não o pode fazer à custa da sua ideologia de base: o socialismo, sim, socialismo em liberdade, por consequência não pode fazer todas as pontes – o PS está impregnado de “capitalismo” até aos ossos é composto por “centristas” anti/marxistas oportunistas que pensam na sua ascensão social em detrimento da defesa do colectivo –, o PS não pode entrar neste projecto. Há limites à abrangência. O BE tem de construir uma 3ª via (PSD-CDS/PS) com os movimentos sociais o Partido Comunista (não é o KKE )e outros extra/parlamentares com programa unitário mínimo : tipo Syrisa. Caso o BE se encoste ao PS é a morte do partido, transformar-se-á numa UEDS do sec: XXI que a prazo integrará uma tendência “socialista”. 

publicado por José Manuel Faria às 10:58

 

                                                               

 A ESQUERDA CONTRA A TROIKA

 

“6. DESAFIO AUTÁRQUICO

 

Teremos um programa autárquico à esquerda, defendido por candidaturas próprias empenhadas na disputa de um espaço político e de maior representação.

 

Favoreceremos todas as hipóteses de convergência com movimentos de cidadãos que representem expectativas genuínas de mudança e programas coerentes com os seus princípios fundamentais.

 

Se e onde houver possibilidades de convergência de toda a esquerda para um programa claro pelos direitos cidadãos, não será por responsabilidade do Bloco que tal convergência não se realizará.”

 

Há um ponto (6) da Moção da maioria que concordo quase em absoluto: falta-lhe a 4ª hipótese:

 

1 – Candidaturas do Bloco de Esquerda;

 

2 – Candidaturas BE mais Independentes, sob a sigla BE;

 

3 – Candidatura BE + PCP+PS: lista unitária;

 

4 – Acrescentaria uma outra hipótese: Listas do BE e PCP abertas – querem dizer sem critérios de distribuição de lugares pré – definidos (eleições 2009).

 

Os outros pontos de tão generalistas que são, dificilmente algum militante do BE à partida discordará.

publicado por José Manuel Faria às 09:30

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