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"O presidente da Câmara respondeu dizendo que esperava que a coligação trouxesse a proposta que desafiou e que, nesse casso, “levantaria os dois dedos para a aprovar”. Aos jornalistas o edil falou numa situação ridícula e de “maquiavelismo eleitoral”: “É preciso haver honestidade política e intelectual e não houve. Isto é maquiavelismo eleitoral, tinham a oportunidade de trazer uma proposta, porque um desafio faz-se propondo, e depois viam a nossa posição de coerência porque votaríamos a favor”. O edil disse que “não faz conferências de imprensa para desafiar ninguém e que o que se passou na reunião foi uma situação ridícula. Disseram que se trouxéssemos as mesmas propostas votariam a favor o que é espantoso. Vemos aqui atos que são de autêntica brincadeira, de autêntica canalhice. Esta postura enerva-me”.
Ponto de vista diferente foi manifestado por Miguel Lopes à Comunicação Social. O vereador referiu que apresentaram “uma proposta em jeito de repto”: “A nossa proposta foi feita na reunião de Câmara, queríamos que o PS a fizesse com base nos nossos critérios”. Defendeu o vereador que “o PS anda a brincar aos subsídios”. “Porque se eles de facto queriam dar os apoios, teriam renovado a proposta para todos os clubes e com o prazo de pagamento até 27 de setembro, não aceitaram a nossa proposta que foi feita em jeito de repto e não o fizeram porque não queriam pagar”.
Miguel Lopes explicou que “em termos de dotação orçamental não pode a coligação fazer uma proposta, porque seria ilegal e porque não conhecemos em concreto o dinheiro que a Câmara tem em caixa”. De acordo com o vereador, “não há coerência em apresentar propostas só para dois clubes e sem data limite de pagamento”.