02
Jul 14

 

"O professor Michael Padovic é um investigador norte-americano que está a trabalhar numa tese que se destina a provar que Shakespeare tinha ascendência espanhola e não britânica. Mas faltam-lhe alguns documentos essenciais, os quais julga estarem nos arquivos do antiquíssimo Convento da Arrábida, em Portugal.Por esta razão, ele e a sua mulher, Hélène, viajam de Paris até à Arrábida, onde se instalam. O seu anfitrião é o guardião do convento, uma estranha personagem que dá pelo nome de Baltar.Há qualquer coisa de misterioso em Hélène que cativa Baltar. Para distraír a atenção do marido dela, sugere-lhe que ele contrate como sua assistente, Piedade, a nova arquivista do convento.Hélène descobre que o marido a rejeita em favor do trabalho e o facto de Piedade ser jovem e bonita aumenta ainda mais a tensão, servindo ao mesmo tempo os propósitos diabólicos de Baltar e a subtil manipulação de Hélène.A situação torna-se extremamente bizarra e culmina de forma inesperada"

publicado por José Manuel Faria às 10:02

 

 

«Porque todos os filmes reflectem, de algum modo, quem os faz, Oxalá não foge à regra. Só que, aqui, o cinema assume esse facto, acentua uma certa confessionalidade mostra-se. O lado simpático de Oxalá é essa disponibilidade. É muito claro que este é um filme que se sente mal na sua pele portuguesa do final dos anos 70, que vive fixado, adolescentemenre, na França da Nouvelle Vague.

O seu exilado que atravessa, entre o perto e a distância os anos de Abril é, por isso, mais um estrangeiro que um compatriota, alguém cujo descentramento, em relação à realidade portuguesa, é total. Daí que nenhum dos seus gestos tenha consequências, daí que, visivelmente, ele não esteja disposto a pagar nenhum preço pela vida, nem se quer o preço do amor. Dai a impotência. O equívoco.»

 

Jorge Leitão Ramos, in Dicionário do Cinema Português 1962-1988, Caminho.

 

publicado por José Manuel Faria às 09:54

 

"Lisboa, ano de 1989: Um certo indivíduo de meia-idade, um pobre diabo, vive no quarto de uma pensão barata na zona velha e ribeirinha da cidade. Doente, e por vicissitudes várias, o idiota alimenta-se de Schubert e de uma vaga cinéfila que cultiva como forma de resistência à miséria. É posto no olho da rua, depois de frustrada tentativa contra o pudor da filha da dona da pensão."

publicado por José Manuel Faria às 09:39

Julho 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9





comentários recentes
Alguém pode informar o porquê da RC não ser presen...
Alegadamente quem sabe se é desta vez que o AG vai...
Realmente na politica o que hoje é verdade amanhã ...
Achei muito interessante atualmente esta sua posta...
Venho aqui fazer o apelo para que os responsáveis...
Não interessa se é verdade se é mentira,!!!!!!!!!!...
Fez muito bem a Sr.ª Vereadora Fátima Andrade, par...
Estupefacto com o que diz o Vereador Eugénio Silva...
Professor Carlos Alberto há duvidas que o VHS é o ...
Ajuntamentos não, mas para apresentar o autocarro ...
subscrever feeds
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

11 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO