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Jul 14

 

O Bloco de Esquerda atravessa um período difícil com repercussões públicas evidentes. Poder-se-ia dizer que essa crise não é exclusivamente sua, uma vez que outras formações políticas, à direita e à esquerda, e o sistema político-institucional no seu conjunto vão sendo severamente atingidos pela abstenção e pelo desprestígio. No entanto, no que diz especificamente respeito ao Bloco não é possível ocultar que se trata de uma trajectória que se vem exprimindo em perdas de influência e abandonos individuais e de grupos de aderentes com implicações preocupantes.

O episódio mais recente é o abandono da Associação Fórum Manifesto, que decidiu em Assembleia Geral reunida no último sábado desvincular-se do Bloco de Esquerda, arrastando consigo a demissão de alguns membros da Mesa Nacional e outros aderentes. Esta atitude poderá ser criticável na medida em que enfraquece a luta por uma esquerda socialista, solidária e anticapitalista no interior de um partido que pretende ser renovador da própria Esquerda e, por isso, lamentamos o seu abandono.

Porém, consideramos que esta saída da Manifesto tem um significado qualitativamente diferente de outras uma vez que se trata de uma corrente fundadora do projecto Bloco de Esquerda e, por isso, coloca em risco o seu próprio contrato fundacional.

Os entendimentos acerca da saída de militantes não podem nem devem ser apagados ou menorizados na política de um partido, sejam eles ou não reconhecidos publicamente, como acontece com a Ana Drago. Eles devem merecer um debate aprofundado que permita corrigir erros e aprofundar a democracia interna, porque um partido não se constrói depurando-se. O Bloco foi e tem de continuar a ser um motor de transformação, para tal deve procurar apresentar-se como uma alternativa política credível e agregadora, que aprenda com os erros e que no combate pela transformação social e pelo socialismo seja capaz de encontrar em cada momento as convergências que contribuam para os alcançar.

subscritores:


1. Adelino Fortunato
2. Albérico Afonso
3. Alice Brito
4. Alexandre Abreu
5. Álvaro Carvalho
6. Amália Oliveira
7. Ana Massas
8. Ana Sequeira
9. António Sequeira
10. Armando Herculano
11. Beatriz Dias
12. Carlos Alexandre Macedo
13. Carlos Cabrita
14. Carlos Gaivoto
15. Cecília Costa
16. Cláudio Alves
17. Daniel Bernardo
18. Eugénio Duarte
19. Filipe Rolão
20. Francisco Colaço
21. Helena Figueiredo
22. Henrique Guerreiro
23. João Madeira
24. Jorge Mendes
25. José Manuel Boavida
26. José Seabra
27. Luís Martins Pote
28. Luísa Gonzalez
29. Margarida Santos
30. Maria Jorgete Teixeira
31. Maria José Vitorino
32. Mariana Maia Nogueira
33. Mi Castro Felga
34. Nuno Teles
35. Paula da Costa Williams
36. Paulo Teixeira de Sousa
37. Ricardo Gonçalves
38. Rogério Miranda
39. Rosário Vaz
40. Rui Alberto
41. Sara Goulart
42. Vítor Sarmento

publicado por José Manuel Faria às 16:19

publicado por José Manuel Faria às 10:14

 

As actuais direcções políticas do PCP e do BE têm estratégias idênticas: Só se comprometem a formar governo quando venceram as legislativas, ora o PCP com um máximo eleitoral de 11 % e o BE de 6%, nunca terão possibilidade de ascender ao poder. Toda a retórica de defesa de unidade à esquerda, associações a movimentos sociais independentes e organizações partidárias com objectivo de “correr” com a direita liberal de interesses financeiros que nos governa – são, isso mesmo, argumentos manipuladores para convencer incautos.

 

- Objectivo 1º do BE: captar eleitorado ao PS, unir independentes de esquerda, colher na área comunista insatisfeitos ideológicos e reunir à sua volta, a juventude ambientalista/ecológica, radical anti/poder, universitária e cosmopolita assim como a comunidade lgbt.

 

 - Objectivo 1º do PCP: crescer nas classes obreiras e no mundo sindical, captar eleitores idosos e pensionistas, e criar esperança de alternativa de sociedade na juventude de interesses revolucionários.

 

Tanto o BE como o PCP não pretendem coligações pré/eleitorais nem pós/eleitorais: os seus eleitores também não o desejam.

publicado por José Manuel Faria às 09:12

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