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Nov 14

 

 

(...)RVJ – Quais os momentos mais marcantes no decurso do último ano? Iniciou o mandato debatendo-se com um grave problema de saúde, mas conseguiu agarrar com “unhas e dentes” o seu projeto para Tagilde e S. Paio?

PL – Tive de ser operada de urgência, numa altura que coincidiu com a minha tomada de posse. Decidi faze-lo, porque senti mesmo que o tinha de fazer para bem das freguesias. Fiquei quase sem andar, mas passado um mês já estava na Junta de Freguesia a inteirar-me de todas as situações. As pessoas também têm de perceber que o papel de presidente não é só fazer atendimento, para isso, existem também vogais para assumirem essas funções. Há outras situações que extravasam o atendimento, e é isso que eu tenho feito.

 

RVJ – Neste período mais difícil sentiu o apoio da sua equipa?

PL – Não. Não senti o apoio de ninguém, pelo contrário.

 

RVJ – Mas porquê?

PL – Na política existem rivalidades e, se calhar, o meu azar seria a sorte ou a subida de outras pessoas. Foi isso que esteve em causa.

 

RVJ – Foi isso que a levou a escrever há alguns dias atrás na sua página de Facebook a seguinte mensagem: “Faz hoje um ano, a todos os que esperavam a minha morte, quero dizer muito obrigado. Deram-me a força necessária para encarar a mais dura batalha da minha vida”?

PL  O que posso dizer é que não vivi dias fáceis e talvez outra pessoa no meu lugar não teria tomado a mesma atitude.

 

RVJ – Afirma não ter sentido o apoio da sua equipa, mas hoje é uma autarca sozinha no Executivo de Tagilde e S. Paio?

PL – Não, de forma alguma. Sempre fui uma mulher que lutei por aquilo que quis e pelos meus projetos e o meu intuito continua a ser lutar pelo projeto que foi a sufrágio e que venceu.

 

RVJ – Mas está a faze-lo sozinha ou recuperou o apoio da sua equipa?

PL – Obviamente que tenho de ter o apoio da equipa. Ninguém luta sozinho.

 

RVJ – Está a dizer que o apoio que não teve antes, tem- no agora?

PL – Tenho de o ter. Tem que funcionar. Não fui eu que quis esta União de Freguesias, pelo contrário, eu lutei muito contra ela e, por vezes, até sozinha. Agora, já que nos puseram nesta posição, temos de levar o barco e desenvolver as duas freguesias e fazer valer o nosso projeto.(…)

(…)RVJ – O objetivo de ser presidente de Junta também já foi superado. O que se segue?

PL – As coisas vão surgindo. Ainda me falta concluir muita coisa que eu idealizei para as freguesias de Tagilde e S. Paio.

Mas sempre vi a política como uma passagem, nunca sabemos qual será a nossa hora de ir embora. Mas quando eu achar que chegou a minha, poderão ter a certeza de que não precisarão de me mandar embora, eu irei.

 

RVJ – Se pudesse mudar uma única coisa neste seu percurso na política, o que mudaria?

PL – Se calhar não assumia este projeto de ser presidente de uma União de duas freguesias.

Não é fácil.

RVJ

  1- A Presidente pode renunciar quando quiser: o serviço público não pode ser um sacrifício.

  2 - "Na política existem rivalidades e, se calhar, o meu azar seria a sorte ou a subida de outras pessoas. Foi isso que esteve em causa". ( sim, esta é a realidade) foi a melhor resposta de Paula Lima.

publicado por José Manuel Faria às 12:07

 

publicado por José Manuel Faria às 09:38

 

publicado por José Manuel Faria às 09:29

 

publicado por José Manuel Faria às 09:24

 

publicado por José Manuel Faria às 09:17

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