
"Aquecimento Global: uma visão crítica sobre o movimento ambiental mais discutido de todos os tempos Amanda Cristina Graf Alves, 6º período Desde o lançamento do polêmico filme “A verdade inconveniente” do ex-vicepresidente dos EUA, Albert Arnold Gore, as discussões sobre aquecimento global e efeito estufa viraram parte do nosso cotidiano. A cada ano, as reuniões de cúpula, ou as COP’s tentam trazer resoluções para solucionar ou amenizar o efeito estufa e todas as suas consequências. Tendo em vista a COP 16, que acontecerá em dezembro, no México, é de extrema importância analisar os acontecimentos a fim de desenvolvermos uma visão crítica em torno do que nos é passado pela mídia acerca deste tema. Quando falamos de aquecimento global, nos vem logo à cabeça a grande influência que o ser humano tem nas mudanças climáticas do planeta. Sempre nos foi passado pelos meios de comunicação em geral o quanto o homem e suas ações prejudicam o clima mundial. Porém, até quando podemos medir a ação do homem como principal causador do efeito estufa? Esse texto foi elaborado não para ir contra ao aquecimento global, mas para nos fazer pensar o que é verdade e o que é mentira acerca deste tema tão polêmico nos dias de hoje. Além disso, pretende-se entender como este tema pode influenciar nas políticas dos países e as relações dos mesmos com o restante do planeta. A atividade industrial e, consequentemente, a emissão de quantidades exageradas de gás carbônico (CO2) é apontada como principal fator que modificam o nosso clima. A liberação desse gás na nossa atmosfera é entendida como maléfica e principal responsável pela mudança de temperatura no planeta terra. Dessa forma, as reuniões de cúpula têm como principal objetivo definir quantidades máximas de emissão de gás carbônico por cada país, visando melhorar a temperatura do planeta. Porém, algumas pessoas não têm conhecimento de que o gás carbônico não influencia na temperatura do nosso planeta e não é o principal responsável pelo efeito estufa. Ao contrário do que pensamos o gás dominante na atmosfera não é o CO2 e sim o vapor FACULDADE DAMAS – CADERNO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS – V.2, N.3 (2011) http://www.faculdadedamas.edu.br/revista/index.php/relacoesinternacionais 56 d’água. Além disso, grande parcela da emissão de CO2 não é devida à ação humana (que emite cerca de seis bilhões de toneladas de gás carbônico por ano), mas aos vulcões (que emitem muito mais gás carbônico que fábricas e vegetação), plantas, animais, bactérias (que emitem cerca de 150 bilhões de toneladas de CO2 ao ano) e, principalmente, aos oceanos, que cobrem cerca de 70% da superfície terrestre e que quando se aquecem, emitem mais gás carbônico e, por outro lado, quando se esfriam consomem mais CO2. Dessa forma, pode-se explicar por que há um intervalo muito grande entre mudanças no nível de CO2 e na temperatura do planeta: como os oceanos têm uma extensão muito grande e são muito profundos, demoram muito tempo para aquecerem ou para resfriarem. Dessa forma, podemos afirmar que os oceanos são parte muito significante para a mudança da temperatura do planeta. Além dos oceanos, o nosso clima também é controlado por nossa maior fonte de energia: o Sol. De acordo com o professor de metereologia da Universidade de Alagoas (UFAL), Luiz Carlos Molion, a temperatura tão quente que sentimos é devida ao que pode ser chamado de “efeito de ilha de calor urbano”. As teorias que vemos hoje sobre aquecimento global, são baseadas em medidas de termômetros localizados em grandes cidades, grandes centros urbanos. As temperaturas dessas cidades são sempre mais elevadas do que as das cidades que estão em seu entorno. Como sabemos, a chuva também é um fator que influencia na temperatura local, pois é ela que promove o resfriamento. Se essas cidades têm como escoar a água da chuva, a quantidade disponível para a evaporação diminui, causando um aumento na temperatura local. Além de não podermos afirmar que o gás carbônico não é responsável pelo aquecimento global, não podemos associar a atividade industrial como principal responsável pelo efeito estufa. Se formos fazer um estudo, é de se esperar que nos primeiros anos pós 1940, quando houve um surto maior de indústrias em todo o mundo, a temperatura mundial fosse aumentar. Porém, para espanto de todos, a temperatura do planeta diminuiu. Desde a metade do século XIX, a temperatura da Terra cresceu cerca de meio grau Celsius, mas esse aumento da temperatura aconteceu muito antes do surto de produção pós-Segunda Guerra, chamado de “expansão econômica do pós-guerra”. Melhor dizendo, a temperatura do planeta aumentou muito antes de 1940, ou seja, quando a atividade industrial era FACULDADE DAMAS – CADERNO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS – V.2, N.3 (2011) http://www.faculdadedamas.edu.br/revista/index.php/relacoesinternacionais 57 relativamente insignificante. Por outro lado, nos anos pós-1940, quando a temperatura do planeta deveria ter explodido, aconteceu exatamente o inverso: a temperatura diminuiu por quatro décadas! Dessa forma, podemos afirmar que quantidade de gás carbônico e aumento da temperatura foram inversamente proporcionais. Porém, com toda essa “desmistificação” do aquecimento global, como podemos explicar os fenômenos que estão ocorrendo ultimamente, como as enchentes, os derretimentos de geleiras e as chuvas abundantes? Para o professor Molion, as enchentes são causadas pela falta de recursos para o escoamento das águas. Em relação aos grandes índices pluviométricos, o professor afirma que em 1940 e 1950, em São Paulo, por exemplo, o índice pluviométrico foi superior a 30 mm, ou seja, o maior visto nesses últimos 120 anos, o que nos mostra que já tivemos tempos com chuvas muito mais abundantes que hoje. E, por fim, quando se trata das geleiras, o metereologista afirma que aquelas que são mostradas na mídia são as geleiras do Ártico, já que é comprovado que as geleiras da Antártica têm aumentado dos anos 50 para cá. Foi feito um estudo no Ártico nos anos de 1938 a 1942, quando as geleiras derreteram muito mais que hoje, e constatou-se que isso acontece devido a um ciclo no mar de 18,6 anos, e que tem relação com o movimento de precessão da Lua. Esse movimento faz com que os oceanos tropicais fiquem um pouco mais elevados do que o normal (cerca de 10 a 12 cm). Essa elevação também acelera as correntes oceânicas, levando mais calor dos trópicos para o Ártico, fazendo com que parte dos icebergs que estão dentro dos oceanos derreta, diminuindo, assim, a parte visível do iceberg. Analisando todos esses dados, vem a pergunta: Por que a mídia, grupos ambientalistas e afins insistem tanto em divulgar as mesmas informações sobre o aquecimento global, fazendo parecer que toda a causa disso somos nós? Devemos perceber que, a mobilização contra o efeito estufa pode influenciar muito no desenvolvimento dos países. Quando uma reunião de cúpula da ONU decide diminuir a quantidade de gás carbônico que pode ser emitida por um país subdesenvolvido, a possibilidade de crescimento desse país é limitada. Devemos concordar que é impossível promover o crescimento de um país sem a emissão de gás carbônico, já que a atividade industrial – que resulta na emissão de CO2 – é essencial para promover o desenvolvimento desses países. 80% da matriz energética dependem do petróleo, gás natural e carvão. Reduzir as emissões significa reduzir a geração de energia elétrica, FACULDADE DAMAS – CADERNO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS – V.2, N.3 (2011) http://www.faculdadedamas.edu.br/revista/index.php/relacoesinternacionais 58 que é essencial para o desenvolvimento dos países. Como exemplo do quanto é importante se observar isso, existe países da África que não têm eletricidade e onde as pessoas queimam pedaços de madeira e fezes de animais dentro de suas casas, o que leva a problemas pulmonares graves, diminuindo a expectativa de vida dessas pessoas. É impossível um país ter o mínimo de desenvolvimento sem ter acesso a eletricidade. E é de extrema importância para os países desenvolvidos que África e China (que cresce cerca de 10% ao ano) não alcancem um patamar que possibilite uma futura concorrência e ameace o poder dos mesmos no sistema global. Além de tema apocalíptico, o aquecimento global virou arma de discursos políticos, deixando de lado a única preocupação como o futuro do planeta. No começo dos anos 90, o aquecimento global deixou de ser um simples tema sobre o clima para se tornar objeto de discursos políticos, o que acabou por chamar mais a atenção da mídia, resultando em mais financiamento governamental. Antes do Bush mais velho, o financiamento para estudos sobre o clima era de aproximadamente US$ 170 milhões por ano. Esse número aumentou para US$ 2 bilhões, ou seja, foi multiplicado por um fator maior que dez (Fonte: “The great farse of Global Warming”, 2008). Para se ter noção, o governo americano gasta mais de US$ 4 bilhões em estudos do clima por ano! A quantidade de empregos que foram gerados a partir do surgimento do aquecimento global é enorme para que tudo seja destruído pela simples divulgação de uma teoria que conta as verdadeiras características do efeito estufa. A elaboração desse texto não foi feita para desmentir o aquecimento do planeta, mas para esclarecer que esse aquecimento é comum, é um ciclo que enfrentamos a cada milhões de anos: hora o planeta está se aquecendo, hora ele está esfriando. Devemos notar que, o gás carbônico e o homem não estão diretamente relacionados a essa mudança de temperatura, pois as quantidades de CO2 emitidas pelo homem não se comparam com as quantidades emitidas pelos fatores naturais, como oceanos, plantas e animais. Devemos lembrar que o gás carbônico é de extrema importância para a produtividade de milho, soja e cana-de-açúcar. Quando a quantidade do gás nos ensaios é dobrada, a produtividade cresce, em média, cerca de 30% a 50%. Sendo assim, percebe-se que o CO2 não é um vilão, e sim um gás que permite a geração da vida em nosso planeta. FACULDADE DAMAS – CADERNO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS – V.2, N.3 (2011) http://www.faculdadedamas.edu.br/revista/index.php/relacoesinternacionais 59 Por fim, devemos desenvolver uma análise crítica acerca do papel que os países desenvolvidos estão dispostos a assumir para frear o desenvolvimento daqueles que têm tudo para ter um futuro próspero. O impedimento de gerar energia ou promover a industrialização leva a estagnação dos subdesenvolvidos e faz com que perpetue a condição de dependente em relação aos até então poderosos."