
(...) Ânimos elevam-se na reta final da sessão
O edil Dinis Costa avançou que as taxas de juros bancários, tanto na Caixa Geral de Depósitos, como no BPI, no âmbito dos empréstimos do Reequilíbrio Financeiro, estão agora fixadas em 1,87%. “Poupámos, este ano, cerca de 48 mil euros, em cinco meses já conseguimos reduzir a taxa três vezes. Um assunto que o sr. nunca resolveu e nunca pediu”, referiu para Victor Hugo Salgado.
Na resposta, vereador exigiu que constasse em ata “que o sr. presidente da Câmara mentiu e a prova da carta deve ser distribuída na próxima reunião de Câmara. Deve ser distribuída a carta do BPI endereçada ao sr. presidente da Câmara, quando eu ainda estava em funções, onde diz que a negociação da descida foi feita comigo”. Mas Dinis Costa respondeu: “Isso aconteceu depois de eu ter feito um telefonema, eu não preciso de reuniões, liguei para o banco e o sr. a correr quis logo reunir com o responsável do banco”.(...)

"Tudo vai depender do ritmo proposto pelo governo, mas os bloquistas não vão entrar em rutura com António Costa por causa da sobretaxa de IRS.
O BE está preparado para aceitar o fim faseado da sobretaxa de IRS. Tudo vai depender do ritmo de eliminação deste imposto nos escalões mais baixos que ainda o pagam, pelo que os bloquistas não querem assumir já publicamente a disponibilidade para aceitar a medida. Mas o i sabe que o partido está preparado para fazer essa cedência.
Uma das razões para isso passa pela margem de manobra política que existe para o fazer. Não ficou escrito no compromisso assinado entre o BE e o governo que a sobretaxa acabaria para todos em 2017. Ora, estando fora do acordo, não há motivo para a rutura. E, de facto, no BE valorizam-se mais as conquistas alcançadas pela solução de governo à esquerda do que cedências em matérias que estão fora do acordo assinado.(...)"