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Jun 17

 

"O mundo é bem diferente da forma como o vemos. Pelos efeitos das leis da física e da biofísica, a visão é um sentido traiçoeiro. As ilusões óticas sempre foram usadas por mágicos ou falsos Messias. Num processo policromático a visão também nos permite ver muito mais cores que o preto, o branco ou o cinzento. A policromia permite um olhar mais substancial e diverso, talvez por isso as pessoas diferentes na sua tendência usam o arco iris como símbolo. Ver todas as cores é um discernimento e mais-valia quando se olha o mundo que nos rodeia. Mas olhar as formas também depende da apetência de cada um e da capacidade de focar. É estranho parar para pensar e ver que a mesma rua que vemos não é a mesma rua que os outros veem. A forma de ver o mundo está dentro da cabeça de cada um, muda de acordo com as experiências e as ideias de cada um. Podemos não dar conta, mas a sociedade e o meio ambiente estão em transformação diária, e vivendo na época da imagem, a virtualidade pode tomar conta da realidade. Se não soubermos ver, olhar e fazer uma reflexão sobre os dados colhidos não saberemos executar. Se apenas copiamos o que vimos seremos uma réplica, nisso a cultura é determinante, pois se não criarmos a nossa forma de festejar estaremos a fazer as festas dos outros, senão criamos as nossas pinturas estamos a fazer as pinturas dos outros. SE quisermos mudar a história não pegamos nos velhos do restelo e partir para os descobrimentos. Se quisermos ver as distâncias mais curtas, não temos de fazer carreiros porque eles estrangularão com o aumento das nossas necessidades e não há nada pior para andar que carreiros alargados e pior ainda quando são alargados à pressa. Pois fazer o que seja por interesse ou vingança é uma displicente forma de estar na vida ou defender qualquer projeto. Se quisermos embelezar a paisagem não devemos virar as costas para os cursos de água pois foi por causa deles que os ancestrais criaram e se agregaram em povoados. Tanto mais que de costas voltadas nunca tiraremos o seu proveito nem conseguiremos contemplar a sua beleza. Olhar para o futuro é saber ver e conseguir olhar e não permitir que nos vedem os olhos ou nos ceguem da multiplicidade de cores, porque o arco iris só é possível se tiver todas as cores e a agitação exasperante de todas elas no branco ou a falta de cor por ausência de luz no preto  não são credíveis, muito menos a indefinição do cinza. Pensem nisso."

António Veiga

publicado por José Manuel Faria às 18:53

 

Não é por já feito bolas entrar na baliza com o pé esquerdo e direito, com a cabeça e com o peito, com as coxas e até com a mão. Em livres ou em penáltis. É por, no mundo em que estamos e na altura em que o vivemos, não haver pessoa a fazer o que Messi faz.

Mas não são os golos.

É o antes – são os segundos que os precedem. Ele dobra e desdobra o corpo em simulações. Desvia-se em direções opostas, ao sprint.

Parece ter o dom da previsão de um segundo, o suficiente para saber onde e quando os adversários vão esticar o pé. Vai quase sempre para o lado contrário dos outros. E faz os outros humanos parecerem portadores de problemas de coordenação motora, porque tudo o que lhe sai do corpo, sai com a bola a fazer parte dele.

Messi é um felizardo. Dotado. Abençoado.

Tem um jeito que nasceu com ele, que o deixa ser quem mais tempo a sós tem com a bola, sem que alguém o consiga importunar. Já o vimos a ir várias vezes contra o mundo que cabe num campo de futebol e a ultrapassar os oito, nove ou dez tipos que lhe podem aparecer à frente.

Se lhe dessem uma bola no meio do mais lotado festival de música, chegaria até ao palco com ela no pé esquerdo e em condições de a rematar contra o vocalista da banda. O espétaculo de Lionel Messi está aí, mais do que nas cinco Bolas de Ouro, nas quatro Liga dos Campeões, nos oito campeonatos espanhóis ou nas três Super Taças Europeias que já ganhou com o Barcelona.

Há oito anos que é o remetente de mais de 35 golos por época. Ou de 50 se contarmos a partir apenas de 2011. Ele chegou a marcar 73 em 2011/12 e 88 num ano civil. A forma mais fácil de acrescentar parágrafos a um texto seria engordá-lo, naturalmente, com os recordes e números de Messi.

 

publicado por José Manuel Faria às 12:12

 

Candidato à Assembleia Distrital de Lisboa concorre contra lista de Passos Coelho. Tem Pedro Roseta e Manuela Ferreira Leite como apoiantes.

publicado por José Manuel Faria às 11:21

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