28
Jul 17

 

 

 

Editorial

O tabu

Quarta-feira, 19 Julho, 2017

O PCP e o BE, que tanto defendem um Portugal livre de tutelas exteriores, teriam no caso de Tancos, se não o tratassem como facto isolado, uma boa ocasião de mostrar como a subordinação militar à NATO e às aventuras militares do imperialismo prejudicam o país. Bastaria estender os exemplos à fraude nas messes da Força Aérea, ao roubo de armas da PSP, aos submarinos, aos blindados Pandur e por aí fora. Lembrando não só os gastos em missões externas ou material militar, mas também o foco de corrupção que tal subordinação origina.

Mas não. Jerónimo de Sousa culpou os governos que “reduziram ao osso a condição militar” praticando “cortes e mais cortes” que “colocam em causa a missão das Forças Armadas”. Catarina Martins ficou “perplexa” com “este falhanço em tarefas fundamentais do Estado”.

Com este desvio, evitaram dar de caras com os interesses de casta dos militares e das forças de segurança e com os compadrios do poder político. Evitaram a pergunta: afinal a quem serve este Estado?
Optaram por lavar a face da instituição militar e cobri-la com o véu mais impoluto, silenciando críticas às chefias e até ilibando-as sob a desculpa de que as verbas escasseiam. Convergiram nisso com o alerta lançado por Adriano Moreira: há que salvar a imagem das instituições! A imagem, porque a realidade fala noutro sentido.

Importa lembrar que as forças repressivas, longe de serem as instituições que o poder exibe como sendo “de todos nós”, são sim o garante de última instância do poder. São as forças encarregadas de reprimir as lutas de classes e de manter a ordem da sagrada propriedade privada e do intocável capital. Inclusive em democracia.

Contra o que preconiza Adriano Moreira, contra o incómodo que se adivinha no BE e no PCP, a verdade é que casos como o de Tancos ou das messes são aflorações do que vai dentro do poder e constituem por isso boa ocasião para que o povo vá perdendo o respeitinho venerador pelas “instituições”.

publicado por José Manuel Faria às 18:57

 

publicado por José Manuel Faria às 18:28

 Mandatária Educação e Formação
Ana Maria Monteiro Mendes da Silva
Vizelense; professora efetiva do Ensino Secundário há 36 anos, ao serviço do Agrupamento de Escolas de Vizela e dinamizadora do Clube de Teatro da Escola Secundária deste Agrupamento; colaboradora da Universidade Senior na disciplina de Expressão Dramática.
Entendo a política como uma atividade de dedicação saudável à comunidade, num trabalho continuado e esforçado de melhorar as condições de vida dos cidadãos. Estou consciente da dificuldade da tarefa, mas acredito que, com honestidade e transparência, é possível a construção de um mundo mais equilibrado.
Ofereço, por isso, o meu apoio ao Sr. João Ilídio Costa.

publicado por José Manuel Faria às 18:23

Julho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9





comentários recentes
Ferro Rodrigues reagiu assim como toda a sociedade...
E o que o leva a tirar semelhante conclusão...O po...
O Tiago Mota Saraiva , anda zangado com o seu part...
Não, muito menos, porque feito com cabeça, tronco ...
-Festas que se repetiram, só que com muito mais qu...
Festas? Que festas? Repara bem: Festas de Vizela, ...
Sr. Alberto li a entrevista e continuo sem ver pl...
Reunião de Câmara-Victor Hugo Salgado avançou que ...
Muito bem dito Srº Alberto Pinto.
No jornal???? ora ora no jornal qualquer um escrev...
subscrever feeds
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

13 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO