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Editorial

O tabu

Quarta-feira, 19 Julho, 2017

O PCP e o BE, que tanto defendem um Portugal livre de tutelas exteriores, teriam no caso de Tancos, se não o tratassem como facto isolado, uma boa ocasião de mostrar como a subordinação militar à NATO e às aventuras militares do imperialismo prejudicam o país. Bastaria estender os exemplos à fraude nas messes da Força Aérea, ao roubo de armas da PSP, aos submarinos, aos blindados Pandur e por aí fora. Lembrando não só os gastos em missões externas ou material militar, mas também o foco de corrupção que tal subordinação origina.

Mas não. Jerónimo de Sousa culpou os governos que “reduziram ao osso a condição militar” praticando “cortes e mais cortes” que “colocam em causa a missão das Forças Armadas”. Catarina Martins ficou “perplexa” com “este falhanço em tarefas fundamentais do Estado”.

Com este desvio, evitaram dar de caras com os interesses de casta dos militares e das forças de segurança e com os compadrios do poder político. Evitaram a pergunta: afinal a quem serve este Estado?
Optaram por lavar a face da instituição militar e cobri-la com o véu mais impoluto, silenciando críticas às chefias e até ilibando-as sob a desculpa de que as verbas escasseiam. Convergiram nisso com o alerta lançado por Adriano Moreira: há que salvar a imagem das instituições! A imagem, porque a realidade fala noutro sentido.

Importa lembrar que as forças repressivas, longe de serem as instituições que o poder exibe como sendo “de todos nós”, são sim o garante de última instância do poder. São as forças encarregadas de reprimir as lutas de classes e de manter a ordem da sagrada propriedade privada e do intocável capital. Inclusive em democracia.

Contra o que preconiza Adriano Moreira, contra o incómodo que se adivinha no BE e no PCP, a verdade é que casos como o de Tancos ou das messes são aflorações do que vai dentro do poder e constituem por isso boa ocasião para que o povo vá perdendo o respeitinho venerador pelas “instituições”.

publicado por José Manuel Faria às 18:57

 

publicado por José Manuel Faria às 18:28

 Mandatária Educação e Formação
Ana Maria Monteiro Mendes da Silva
Vizelense; professora efetiva do Ensino Secundário há 36 anos, ao serviço do Agrupamento de Escolas de Vizela e dinamizadora do Clube de Teatro da Escola Secundária deste Agrupamento; colaboradora da Universidade Senior na disciplina de Expressão Dramática.
Entendo a política como uma atividade de dedicação saudável à comunidade, num trabalho continuado e esforçado de melhorar as condições de vida dos cidadãos. Estou consciente da dificuldade da tarefa, mas acredito que, com honestidade e transparência, é possível a construção de um mundo mais equilibrado.
Ofereço, por isso, o meu apoio ao Sr. João Ilídio Costa.

publicado por José Manuel Faria às 18:23

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