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"Das 76 candidaturas independentes, há 43 de antigos partidários, ou seja, 56% do total. Nalguns concelhos há mais do que uma. Oeiras é o caso mais exagerado, com três, duas delas protagonizadas por ex-PSD.

Oeiras aliás, com Isaltino de Morais, é um dos casos com dissidências já antigas, a par de Gondomar, com Valentim Loureiro. Dois casos laranjas em que o PSD de Marques Mendes argumentou, em 2005, que não poderia apoiar candidatos envolvidos em processos judiciais.

Mas também há dissidências recentes, muitas relacionadas com o regresso de dinossauros impedidos em 2013 de voltarem a concorrer devido à lei da limitação de mandatos. São candidatos que querem regressar a lugares que foram entretanto ocupados por outros e encontraram alternativa nos grupos de cidadão eleitores.

É o caso por exemplo de Rondão de Almeida, do Partido Socialista, que durante duas décadas foi o homem do leme da câmara de Elvas. Há quatro anos a lei impediu-o de candidatar-se de novo à presidência, coisa que queria fazer agora. O PS recusa o apoio, até porque ganhou a câmara em 2013, com Nuno Mocinha, pelo que Rondão Almeida avança agora como independente.

Nas contas do DN, os distritos mais férteis em candidaturas de cidadãos são os do Porto com nove (das quais apenas duas se podem considerar realmente independentes), e Leiria e Braga, com oito. Em Braga há um movimento de cidadãos e sete dissidentes de partidos, a maior parte do PS; em Leiria, o cenário é menos desequilibrado: metade são independentes. A outra metade tem origem partidária.

Entre os movimentos independentes mais relevantes está o de Rui Moreira no Porto. A outra única capital de distrito com um presidente independente é a de Portalegre, com Adelaide Teixeira.

publicado por José Manuel Faria às 12:04

"Pela primeira vez em Portugal, uma governante assumiu ser homossexual. Porque, diz, as leis só por si não mudam mentalidades. E este gesto, o que pode mudar?

"As pessoas vão dizer: porque é que isso é importante, o que é que tem a ver?" Eduarda Ferreira, 55 anos, está na Irlanda. Não andou a ler comentários à entrevista de Graça Fonseca, secretária de Estado da Modernização Administrativa, ao DN de ontem, a entrevista em que a governante revela ser homossexual. Nem leu a entrevista; soube da sua existência pelo Facebook. "Estou com pouca net, não consegui ler ainda toda. Fiquei surpreendida, embora ache que já era mais que tempo de acontecer. E achei extremamente importante que o primeiro governante a falar disto fosse uma mulher. Mas não é difícil imaginar as reações."

E a visibilidade de uma mulher. Como Eduarda, Isabel Fiadeiro Advirta, ex presidente da ILGA-Portugal, frisa-o. "Este passo da Graça Fonseca é um orgulho para mim que sou lésbica e não vejo praticamente nenhumas mulheres a afirmarem-se. Alguns homens, quase nenhuma mulher." Isabel, que trabalha na Câmara de Lisboa, já admirava o trabalho da ex-vereadora. "Acompanho o percurso dela há muito, foi ela que pôs o orçamento participativo a andar, por exemplo. E também fico feliz por o PS mostrar que está diferente - isto não podia ter acontecido há uns anos. Aliás, há uns 15 anos esperávamos que o primeiro partido a ter homossexuais assumidos fosse o BE. E não é. No PS, tivemos dois homens homossexuais eleitos deputados [Miguel Vale de Almeida, 2009, e Alexandre Quintanilha, 2015]. Agora uma mulherO espaço para sair do armário já existia, mas se a Graça está longe de ser a primeira pessoa em cargos governativos lésbica ou gay, foi a primeira a dizê-lo."

Nuno Pinto, presidente da ILGA, não tem dúvidas de estar perante "uma afirmação histórica". E também por se tratar de uma mulher: "A invisibilidade sobre as mulheres lésbicas é ainda maior do que nos homens. Quando se. fala em homossexualidade pensa-se em gays." Mesmo quando, aponta Isabel, é para comentar a assunção de uma mulher homossexual: "No artigo do Expresso em reação à entrevista, só falaram com homens."

É de esperar que surjam mais atitudes como a de Graça? Nuno Pinto suspira. "Em Portugal não é só na política que não temos LGBT assumidos. É em tantas áreas - no desporto, por exemplo." Concede porém que um gesto como o de Graça tem resultados paradoxais que podem demover muita gente: "Quando a pessoa se assume homossexual essa dimensão passa a dimensão por excelência pela qual somos reconhecidos. Anula de alguma forma tudo o que somos para além disso. É muito importante reconhecer que as pessoas LGBT são muito diversas e essa identidade é só um aspeto delas." Outra coisa fundamental, acrescenta, é "a Graça ter explicado muito bem na entrevista a diferença entre a dimensão privada e a identidade. Ser

lésbica faz parte da identidade dela, não é exposição da privacidade. Uma coisa é quem sou, outra com quem faço o quê."

Graça Fonseca

publicado por José Manuel Faria às 11:37

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