
"Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz”, começa assim o comunicado dos vereadores do PS, Dora Gaspar e João Ilídio
Costa, sobre a última reunião do Executivo Municipal, que teve lugar no passado dia 08. Entende o PS que, “o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2018 (…) não apresentam uma estratégia de desenvolvimento e progresso para Vizela, elenca, apenas, algumas propostas avulsas, sem qualquer ação concreta em setores e áreas que deveriam ser prioritárias para Vizela”, lê-se.
Os socialistas referem que “os impostos não baixam mas a receita com estacionamento aumenta”, que o documento nada diz sobre as Termas ou o Rio e esquece o emprego e a juventude, assim como o Património, mas que o PDM está inscrito no plano de investimentos”.
Os vereadores insistem que “este orçamento não visa baixar os impostos e taxas municipais” e recordam este Documento “não baixa o IMI, não devolve qualquer percentagem do IRS, não baixa a Derrama para as empresas, não baixa nenhuma taxa ou licença”, adiantando que a autarquia se “prepara para arrecadar até mais receita nos impostos diretos e para aumentar o estacionamento”.
Criticam o facto de, depois do PS ter proposto uma redução de 10% ou 15% na tarifa do lixo já em 2018, em vez dos 5% aprovados, “vem agora, finalmente, o presidente da Câmara reconhecer que essa redução pode acontecer por via da proposta do PS, mas esquece-se de expor isso no Orçamento de 2018”.
Dora Gaspar e João Ilídio Costa referem neste comunicado que “este Orçamento não apresenta políticas integradas de proteção e preservação do ambiente e não privilegia qualquer política de valorização dos recursos naturais existentes “ e parece “querer descartar-se dos compromissos assumidos pela Câmara Municipal no Parque das Termas”. “Onde para a anunciada política de contentorização do lixo”, questionam. Os socialistas dizem ainda que este documento não defende a criação de emprego, excluindo qualquer estratégia e “nem sequer o anunciado Conselho Económico e Social merece uma palavra”, assim como não refere a execução do projeto vencedor do orçamento participativo Jovem”, lê-se.
Adianta ainda o comunicado que Victor Hugo Salgado, “já não tem ambição de diminuir a dívida”, mesmo com superavit de 3 milhões de euros. “Ao contrário do que disse o autarca, “não houve uma saída hábil do penoso PAEL, nem teve um ano eleitoral pejado de excessos”, garantindo ter sido “uma gestão rigorosa do PS, que negociou juros mais baixos para os empréstimos”.
“Este Orçamento não fala de novas candidaturas a fundos comunitários Portugal 2020 (…) fala na construção de uma nova ponte sobre o Rio Vizela, mas nada diz sobre a requalificação da Ponte Nova de Tagilde. E quanto à reabilitação da Ponte da Lamela, apenas define 20% do montante previsto para a sua reabilitação”. O PS refere que “um orçamento municipal elaborado sem diálogo e sem os contributos de todos os partidos, como a lei obriga, leva a isto. Tivesse o presidente da Câmara ouvido o PS “a tempo e horas” e o Orçamento 2018 seria muito melhor para Vizela e todos os vizelenses”, finaliza."