
MVHS/PSD-CDS
(...) A proposta constava da Ordem de Trabalhos da Reunião da Câmara Municipal de Vizela (CMV) realizada esta terça-feira, nas instalações do Centro Social e Paroquial de Santa Eulália, e foi apresentada pelos vereadores do PS.
Recorde-se que esta proposta já havia estado em votação, há nove atrás, tendo sido, na altura, defendida pela Coligação PSD-CDS/PP, sob liderança do então vereador Miguel Lopes. Na altura, teve o mesmo destino – o chumbo – com os votos contra da vereação socialista, da qual fazia parte o atual presidente Victor Hugo Salgado mas, também, Dora Gaspar. “Entendemos que é este o momento de apresentar esta proposta”, justificou agora a vereadora do PS. Esta terça-feira ficou-se ainda a saber que a proposta apresentada em 2009 foi da autoria do vereador do PS, Horácio Vale, que na altura integrava o projeto político da Coligação.
De acordo com os agora eleitos pelo PS, a figura do Provedor do Munícipe deveria ser entendida como um sinal de reforço da democracia participativa e da salvaguarda dos interesses das populações. Desta feita, Horácio Vale defendeu que ao Provedor do Munícipe caberia desempenhar uma função pedagógica e de mediação entre os munícipes e a autarquia, com a ajuda na resolução dos problemas suscitados e no esclarecimento dos cidadãos queixosos. Desta feita, entendem os socialistas, que a sua existência viria contribuir para a melhoria dos Serviços Municipais e para o reforço da imagem do Poder Local junto dos cidadãos.(...)
"O aviso de António Costa - sem OE 2019 aprovado, demite-se -, na primeira parte da entrevista ao DN, acontece porque este maio está a ser o mais quente dos meses em matéria de contestação social desde o nascimento da geringonça e talvez apenas porque sim, porque pode.
Servirá para acalmar a rua? Nem por isso. A resposta do PCP sugere que quer manter o lume quente até outubro e novembro, quando se cozinhar em definitivo o OE 2019 e, mais importante, boa parte da agitação está relacionada com estruturas sindicais fora da esfera dos comunistas, sobretudo na área da saúde. Com uma capacidade de intervenção social muito menor, o Bloco tem uma reação que acaba por revelar o jogo fraco na mão de Catarina Martins. A líder do Bloco diz que quer ver o OE 2019 a ir "mais além" do acordado com o PS em 2015. É este o ponto. Os acordos estão a ser cumpridos e falta mesmo muito pouco para que se esgotem. O líder socialista afirma, por diversas vezes ao longo da entrevista, que nenhum dos parceiros pode apontar o que quer que seja ao PS nesse tema.
Os acordos estão quase esgotados, a economia está bem comportada, logo, que argumentos sobram a Bloco, PCP e Os Verdes para arriscarem uma crise política? No fundo, António Costa estica a corda porque... pode. Sabe que, com maior ou menor dramatização, vai ter todos os votos de que precisa para aprovar o Orçamento. A alternativa, para PCP e Bloco, é avançarem para uma crise que entregaria ao PS uma maioria absoluta que, a eles, só retiraria poder. Mas tudo isto não passa de jogo. Bem mais interessante é verificar que, tal como estava já sinalizado na moção que vai levar ao Congresso da Batalha - nunca houve verdadeiro tabu sobre acordos pós-eleitorais -, António Costa assume que quer ganhar eleições com uma agenda de esquerda. Entre a afirmação de alguma autonomia programática e a tentação de capitalizar os sucessos do governo que apoiam, Bloco e PCP vão ter uma campanha complicada de gerir se quiserem evitar o abraço do urso."
![]()
"A propósito das notícias que têm vindo a público sobre casos de corrupção na vida nacional, montou-se uma linha de debate e argumentação que visa, entre outros, dois objectivos.
Em primeiro lugar, afirmar que são todos iguais, que os políticos, seja lá de que partido forem, estão, à partida, envolvidos em casos reprováveis, que são suspeitos da prática de um qualquer crime, com o único e exclusivo propósito de envolver nesse lodaçal aqueles que não só nada têm a ver com ele, como, desde sempre, apresentaram propostas para o prevenir.
Não foi por acaso que quando o PCP avançou com propostas diversas, das quais a última foi a definição do enriquecimento injustificado (apresentada e chumbada três vezes e de novo reapresentada), assobiaram para o lado, fizeram de conta que não viram e não se indignaram com o seu chumbo.
Mas elas visam também absolver os corruptores, sempre a coberto desse remanso colectivo em que quem precisa safa-se, procurando esconder as promiscuidades imensas, ou melhor a subordinação, de facto, do poder político ao poder económico. Assim se procura afastar as responsabilidades da política de direita (por definição ao serviço dos interesses e da gula do capital) e iludir que estes casos estão directamente ligados com as opções de entrega do património nacional aos grupos económicos e financeiros, tão evidente no processo de privatizações, das PPP, das rendas garantidas nos diversos sectores, e a autêntica plataforma giratória em que se transformaram sucessivos governos, que os agora paladinos da transparência nunca questionaram.
Visam, de facto, absolver o sistema que origina a corrupção, pois do que se trata aqui é da a natureza criminosa do capitalismo."
Os que, de forma determinada, se lhe opõem, são naturalmente avessos a tais práticas.
|
|
|
|
|
|

A organização anunciou que dissolveu "completamente todas as suas estruturas"
A ETA anunciou a decisão de encerrar o seu "ciclo histórico de 60 anos".