

A Câmara Municipal de Vizela (CMV) escolheu a Casa do Povo para apresentar publicamente o processo de referendo municipal, que terá lugar no dia 29 de março.
“Concorda em manter a data do feriado municipal de Vizela no dia 19 de março em vez de a alterar para o dia 11 de julho?” será a pergunta colocada a 29 de março, dia da realização do referendo ao feriado municipal. Se escolherem sim, os vizelenses optam por manter o feriado de Vizela no dia 19 de março, e se escolherem não é porque pretendem que o feriado municipal seja alterado para 11 de julho, Dia de S. Bento, padroeiro de Vizela.
O referendo funcionará como qualquer ato eleitoral, as mesas de voto [23 no total] estarão nos habituais locais, em todas as freguesias do concelho, e as urnas estarão abertas entre as 08h00 e as 19h00. Assim, para este referendo podem participar os 21.298 eleitores inscritos, que podem também optar pela votação antecipada. “A CMV não vai gastar nesta medida qualquer cêntimo, porque isto será financiado pela Comissão Nacional de Eleições”, garantiu ainda Victor Hugo Salgado.
Até à realização do referendo, o Município estará apostado em fazer a sua divulgação. “Para que a determinado momento este Executivo não seja acusado que a participação não foi tão significativa como aquela que se esperava e se procurava, (…) criámos um programa de ação de promoção e divulgação do referendo municipal”, disse Victor Hugo Salgado. Entre os instrumentos a serem utilizados pela CMV, no âmbito deste programa de ação, constam seis ações, a saber: a realização de um vídeo de apelo à votação no referendo, que foi apresentado na Casa do Povo de Vizela e que será disponibilizado nas redes sociais do Município e visualizado nas atividades que a autarquia irá organizar até ao dia 29 de março; toda a informação sobre o referendo será publicada no site da CMV; também nas redes sociais será promovido o referendo; em spots publicitários na Rádio Vizela e também no RVJornal; os munícipes vão receber nas suas residências uma carta para apelar à participação; e, por último, também os outdoors serão um veículo de promoção do referendo. Tudo isto será feito, garantiu o edil, “não apelando nem ao voto no 19 de março, nem ao voto no 11 de julho, mas apelando, sobretudo, à votação”.
“Mais do que votar num ou noutro [dia], aquilo que peço é que compareçam” (Fernando Carvalho)
“Independentemente da votação, seja a participação massiva ou pouco expressiva, esta decisão será vinculativa”, afirmou Victor Hugo Salgado, acrescentando: “Este Executivo Municipal, independentemente dos resultados que possam vir a acontecer, assume que estes resultados darão acesso a uma proposta que será objeto de votação em Reunião de Câmara e Assembleia Municipal para vincular também os responsáveis políticos face a esta decisão”.
“Mais uma promessa cumprida”, começou por dizer Fernando Carvalho. O presidente da Assembleia Municipal de Vizela salientou que o 19 de março e o 11 de julho “são datas completamente diferentes” e que os vizelenses terão que optar entre um dia marcadamente político e outro religioso: “O 11 de julho é um dia religioso e se, eventualmente, for feriado, será um feriado religioso, com todas as cerimónias religiosas, (…) o 19 de março, pelo contrário, é um dia, essencialmente, político e é aquele dia em que durante séculos foi ansiado pelos vizelenses”, declarou o presidente da AMV, sublinhando ainda que o 19 de março “é a data em que se dá início ao concelho de Vizela”. “É uma consideração que deixamos no ar e os vizelenses irão escolher e decidir”.
Mas, para Fernando Carvalho, o importante é não haver abstenção: “Mais do que votar num ou noutro [dia], aquilo que peço é que compareçam, que votem, para que não tenhamos abstenção”.