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Mar 21

publicado por José Manuel Faria às 14:09

Com alguma poeira ainda para assentar, pode dizer-se que, mais depressa, o mar responderá a Fernando Pessoa do que os Vizelenses terão a resposta ao imbróglio pré-eleitoral autárquico, entretanto criado. Sobre este assunto, quero deixar bem claro que, acredito, o único processo de persuasão excelente é o da persuasão moral.

A este propósito, no dia 18 de fevereiro de 2021, um ilustre Vizelense escrevia, em título, neste mesmo jornal: “os fins nem sempre justificam os meios”, acrescentando no corpo do artigo, entre outras considerações, que “tentou aniquilar a oposição, só porque esta não se curvou perante o poder. A atitude foi sempre de quero, posso e mando, o discurso foi sempre de uma agressividade a raiar a atitude de um rufia…” Ora, tendo passado pouco mais de um mês, posso assegurar que brevemente entrará em ação o celebrado filme “Tudo o Vento Levou”, mandando às malvas a memória, a luta e a indignação de muitos porque, entretanto, outros valores se levantaram…
É a vida, como diria noutro contexto, bem mais nobre, o Eng.º António Guterres.
Tenho, para mim, que a dinâmica de construir uma história ajuda a pensar melhor sobre as coisas e, por essa razão, vou continuar a escrever, observando os sinais e as movimentações.
Vou continuar a intervir em plena liberdade, obedecendo apenas aos ditames da minha consciência.
Vou escrevendo, e vou lendo, e é sobre um romance com mais de 30 anos do escritor espanhol Javier Marias, intitulado “Todas as Almas”, que aconselho vivamente a sua leitura, que este sintetiza na perfeição a traição, o engano, o poder, a verdade e a mentira, ajudando-nos a perceber coisas que estão na vida de todos: a impossibilidade de sabermos quando alguém está a dizer a verdade ou a mentira e que, não obstante tanta ciência, tantas invenções e tanta tecnologia, ainda não haja maneira de conhecer se o que alguém te diz é a verdade.
O positivismo diz-me que a “Esperança é Imortal”, tal como Patrícia Portela escrevia na sua crónica mensal “na hora de comer o treinador”:
“… minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? Imortal!
Sei que não dá para mudar o começo, mas se a gente quiser, vai dar para mudar o final!”
Há dias fui convidado a refletir sobre “as Gerações” num debate promovido pelo Rotary Club de Vizela e assentei, exatamente na ‘Esperança’, a minha dissertação, principalmente na Esperança de que, não obstante todos os perigos, não caiámos num conflito de gerações. É verdade que, às vezes, respondemos às expectativas, mas outras vezes não, porque a globalização tem revelado desequilíbrios, as situações financeiras ficaram fora de controlo, a tecnologia promete, mas também ameaça, o clima transforma-se em cada dia que passa, o mundo torna-se cada vez mais um lugar musculado, desordenado, instável e desigual, mas também prometedor e…
É aqui que radica a esperança num mundo melhor.

publicado por José Manuel Faria às 14:00

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