Manuela Ferreira Leite quase não fala e quando "bota" palavra, tenta ultrapassar o PS pela esquerda ( na moral e nos costumes nem pensar). Crise social, pobreza, desemprego ou reformados são temas importantes para MFL.
A metáfora do "bairro de barracas" é tão exagerada e "ultra - esquerdista" que a sua oposição interna ainda se deve estar a rir.
Na nossa política desde 1976 os grandes partidos, aqueles que têm colocado Portugal num imenso fosso entre ricos e pobres. Dizem-se sempre defensores dos mais pobres, desfavorecidos atacando de modo leve os opolentos.
PS e PSD são patidos "travestis", vestem-se de gala no poder e de calças rotas na oposição.
Este choradinho do partido que tem mais capitalistas a forçarem a sua governação, aliás são os Belmiros, Amorins e grandes bancos privados os fornecedores de receitas para as campanhas, ja mete "asco".
A estratégia de captação de votos à esquerda do PS é um erro de palmatória de MFL, estes já têm dono, serão para o PCP e BE. O PSD deve morder nas canetas do PS no eleitorado de centro-direita, conservador naquele que aponta a função pública como o "cancro" da crise, despesista e beneficiária de regalias. E tentar ir mais longe, engolir a direita pura do CDS.
O problema do PSD do CDS e claro do PS, é que a maioria dos votos vêm das "massas", por isso são tão bonzinhos com os pobrezinhos em anos de eleições. Por exemplo aumentar as pensões em meia - dúzia de euros.
As grandes questões para a esquerda são: O eleitor de sempre do PSD ou PS votará nas esquerdas para quê?, (estes só sabem criticar não apontam um rumo, dizem eles). O PCP e o BE querem mesmo governar? Ou querem ser sempre da oposição, terão estaleca e protagonistas para o assumirem. Isto leva quase automáticamente à rotatividade do voto do eleitor do "centrão".