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Abr 09

Publicada em 28-3-94: Sondagem da Marktest para o Semanário Económico (28-3-09): PS – 36,7%, PSD – 28,4%, BE – 12,6%, CDS – 9,4%, CDU – 8,931%.

 

Publicada em 3-4-09: Sondagem Euroexpansão para a SIC e o Expresso: PS – 39,6%, PSD – 29,6%, BE – 9,6%, CDU – 9,4%, CDS/PP – 7,0%.

 

Realizada entre 3 e 5-4-09: Sondagem Aximage para o Correio da Manhã (resultados brutos e, entre parêntesis, resultados corrigidos pela distribuição proporcional dos indecisos): PS – 38,1% (39%), PSD – 25,1% (26,3%), BE – 12,6% (13,2%), CDU – 10,3% (10,8%), CDS/PP – 5,7% (6%), B/N – 3,8% (4,7%), Indecisos – 4,3%.

 

Todas as sondagens coincidem num ponto: o PS encontra-se longe da maioria absoluta. Além disso, verifica-se que cerca de 2/3 dos votos vão para os partidos do bloco central, distribuindo-se os restantes pelos partidos mais pequenos verificando-se em todas elas uma acentuada subida do BE e uma votação na casa dos 20% para os partidos à esquerda do PS.

 

Entretanto, os diferentes partidos da oposição parece já terem definido aqueles que serão os grandes temas base das suas campanhas eleitorais: para o CDS/PP será o tema da criminalidade; para o PSD, o do apoio às PMEs e a crítica aos grandes projectos de investimento público; os partidos à esquerda do PS colocam o acento na defesa dos trabalhadores contra os abusos cometidos pelas entidades patronais a pretexto da crise (lay-off injustificados, aumento da precariedade, etc.) e na protecção dos desempregados (aumento da duração do subsídio de desemprego); as duas últimas campanhas lançadas pelo Bloco de Esquerda, que se tem afirmado em sondagens sucessivas como o 3º partido mais votado, propuseram a proibição de despedimentos colectivos em empresas lucrativas e a nacionalização da GALP e da EDP. Quanto ao partido do Governo, parece que tentará convencer os portugueses das vantagens de, em tempos de crise, oferecerem uma nova maioria absoluta ao PS. Convenhamos que não será tarefa fácil, quando a arrogância e a incapacidade de diálogo com os outros partidos e os sindicatos, demonstrada na actual legislatura, já fizeram que muitos tivessem tomado consciência precisamente do contrário, isto é, das desvantagens.

 

Aliás, como vimos, as sondagens não permitem ao PS alimentar grandes esperanças. Se dentro de cinco meses, conseguir apenas uma maioria relativa, restar-lhe-á tentar um acordo governamental com um dos partidos da oposição (mas qual?) ou governar estabelecendo acordos pontuais na AR (sendo que bastará o apoio de um deles para obter uma maioria parlamentar). Resta saber se José Sócrates, que os tem tratado  com o maior desprezo, será o interlocutor ideal para tentar conseguir os necessários consensos ou se não deverá o PS ir pensando desde já num novo primeiro-ministro.

António Cruz Mendes

publicado por José Manuel Faria às 18:20

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