28
Jan 07

Vestígios

 

noutros tempos
quando acreditávamos na existência da lua
foi nos possível escrever poemas e
envenenávamo nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas proibidas noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras
hoje
nenhuma palavra pode ser escrita
nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras
ou se expande pelo corpo estendido
no quarto do zinabre e do álcool pernoita se
onde se pode num vocabulário reduzido e
obsessivo até que o relâmpago fulmine a língua
e nada mais se consiga ouvir
apesar de tudo
continuamos a repetir os gestos e a beber
a serenidade da seiva vamos pela febre
dos cedros acima até que tocamos o místico
arbusto estelar
e
o mistério da luz fustiga nos os olhos
numa euforia torrencialo.

publicado por José Manuel Faria às 14:39

comentário:
poesia fantástica.
NELY a 28 de Janeiro de 2007 às 22:03

Janeiro 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9





comentários recentes
E o irónico não é ficarmos com mais uma prova de q...
No jornal de Vizela pode ler-se a opinião de Fátim...
Sinceramente não sei como as pessoas perdem tempo ...
Não detestes, atrás de mim virá, quem bom de mim f...
Das duas três: este Eugénio está armado em ser pro...
Caro senhor professorPode dizer-me que sigla é aqu...
À medida do defunto, como disse o outro.
Uma proposta à medido do jic
Agora são os chineses, antes eram os angolanos.. C
E o Sócrates atirou sobre a Câncio. O que ela prec...
mais sobre mim

ver perfil

seguir perfil

13 seguidores

pesquisar neste blog
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO