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Ago 09

 

 

(…)Aqui chegados, a questão que se coloca (e que nos divide) é saber se o PS (o que existe e não aquele que gostaríamos que existisse) pode ser excluído de uma alternativa política de centro-esquerda.

O BE entende que é possível uma alternativa política de esquerda sem o PS (e até sem o PCP!), mesmo depois de falhada, ou pelo menos adiada até às eleições presidenciais a ilusão Alegrista. Só ainda não conseguiu explicar como é que isso se faz. Aguardemos!

O PCP, mais racional, espera que o PS rompa com as suas políticas de direita para depois equacionar a questão, o que vai dar ao mesmo. Aguardemos!

E, enquanto aguardamos, ou a direita conquista o poder, ou o PS governa ora com os votos da direita, ora com os votos da esquerda, conforme lhe der mais jeito. E continuamos a ter um país adiado!

Ora, há um outro caminho. Porventura mais difícil, mais íngreme e mais estreito, mas sem dúvida mais proveitoso e cujos resultados de curto e médio prazo melhorariam significativamente a vida dos portugueses. E esse caminho tem de ser percorrido com o PS. Não para que continuem as mesmas políticas de direita, mas para implementar uma base mínima de políticas concretas que sejam o máximo denominador comum possível de encontrar neste momento entre as propostas do PS, do PCP e do BE. Não se trata pois de “passar um cheque em branco” ao PS ou de apoiar o PS para realizar as mesmas políticas de direita, como de forma intelectualmente pouco séria, o PCP e o BE acusam aqueles que defendem este caminho de pretenderem.

Sendo completamente absurdo que o PCP e o BE queiram que o PS realize os seus programas, e sendo absolutamente irrealista que o PCP e o BE consigam uma expressão eleitoral que lhes permita impô-los, a opção é entre a continuação do “experimentalismo” político em sucessivas tentativas de encontrar uma alternativa política de esquerda (ideal), da qual não há certeza da sua viabilidade, e poderemos estar a atirá-la para as calendas gregas, ou uma alternativa política de esquerda com o PS (a possível) que está ao nosso alcance concretizar. Para mim esta última opção é clara, e não vejo como seja possível racionalmente rejeitá-la.


Infelizmente, as posições do PS, do PCP e do BE nesta matéria actualmente inviabilizam qualquer solução. Mas devemos, por isso, desistir de lutar por ela? - Não, até porque vai engrossando o número daqueles que no PS, no PCP e no BE começam publicamente a manifestar esse desejo que, estou convicto disso, é partilhado pela maioria dos eleitores de esquerda.

É evidente que esta alternativa política de esquerda que proponho não vai aparecer com um simples “estalar de dedos”, antes será fruto de muito trabalho político. Estou convencido de que se fizermos esse trabalho, quando as circunstâncias políticas o exigirem, estarão maduras as condições objectivas e subjectivas para a sua concretização.


Devemos, pois, (e deve a RC) em minha opinião continuar a defender e a trabalhar para a concretização de uma alternativa política de esquerda que englobe o PS, o PCP e o BE, não só porque na actual situação política é a melhor solução de governabilidade, como talvez seja a única que no curto e médio prazo pode implementar políticas que melhorem significativamente as condições de vida dos portugueses.



Manuel Oliveira

Porto, 21 de Agosto de 2009

 

publicado por José Manuel Faria às 21:36

13 comentários:
Porque razão o Manuel Marques publicou hoje no seu DDV uma entrevista que Dinis Costa deu ao jornal Acção Socialista em 14 de Julho de 2009 (há um mês e meio)? Até a foto é a mesma. Copiar e colar. Quem souber que responda.
tribunaldacomarcadevizela a 27 de Agosto de 2009 às 21:53

Um pouco estranho! O DDV pode ter recebido de Dinis Costa essa entrevista, hoje!
José Manuel Faria a 27 de Agosto de 2009 às 22:06

O Professor já tinha feito um post com essa noticia no inicio do mês. Realmente é muito estranho.
Anónimo a 27 de Agosto de 2009 às 22:51

Para uma alternativa politica se afirmar, e ser credivel , não pode andar ao sabor dos acontecimentos.

Por isso estou de acordo, que se o BE , andou estes quatro anos a combater a politica de Socrates , que sentido fará uma aliança pós eleitoral com o PS

Se isso fosse avante cheiraria, não a responsabilidade, mas a tacho.

O PCP infelizmente pela boca de Ruben de Carvalho, já começa a dar sinais, que quer fazer parte de uma solução governativa, se Socrates sair derrotado, mas o PSD e o CDS ficassem em minoria no Parlamento.

Eu julgo que há que ser claro, o PS apresenta um programa ao eleitorado, que é na pratica a continuação da mesma politica destes quatro anos.

Quem discorda desta politica, com que cara vai depois dizer ao seu eleitorado, que apesar de tudo e por uns lugares no governo, até está disposto a engolir sapos vivos.

Se o PCP quiser seguir essa estratégia, o eleitorado do PCP, o julgará, espero é que BE sendo responsável não embarque em cantos de sereia.
a.pacheco a 27 de Agosto de 2009 às 23:15

Vota PS.
Vota Dinis Costa, aquele que o Povo gosta.
Flor do Ave -Trofa a 27 de Agosto de 2009 às 23:29

E já agora, ainda que mal pergunte, a quem se (não) devem aliar aqueles que, durante 35 anos, combateram o PSD e o CDS...?!
Cumprimentos.
Para o que der e vier a 28 de Agosto de 2009 às 00:14

Devem-se aliar ao diabo.
Mais cumprimentos.
tribunaldacomarcadevizela a 28 de Agosto de 2009 às 00:34

Boa resposta!
Mas será que o "diabo" tem nome...?!
Cumprimentos.
Para o que der e vier a 28 de Agosto de 2009 às 01:01

É impossível não ver no programa eleitoral do PSD ontem apresentado, e no anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.

Assim, se a chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta que a dra. Ferreira Leite criou em 2001; a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19% ; promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003; consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004; e levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite chegou, em 1994, ao ponto de lhe exibirem os traseiros.
Anónimo a 28 de Agosto de 2009 às 10:24

Papagaios aqui a comentar, a papagaiar?
Bizelinha a 28 de Agosto de 2009 às 14:44

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