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"Uma pletora de entidades, ministérios, institutos, polícias, autarquias, militares, instituições científicas veio explicar que a culpa era do mar, do vento, da areia e das pedras que não se comportaram como devia ser. E mais, a culpa é da física, da química, da matemática, da estatística, do aquecimento global, das alterações climáticas, da geologia por via dos sismos, do magma profundo. Não é nunca dos homens, nem dos que deviam cuidar, nem dos que não tiveram cuidado. O resultado é sempre o mesmo, nem os que deviam cuidar vão cuidar melhor, nem os que deviam ter cuidado vão passar a tê-lo. Se houvesse "Disciplina" e "Ordem", seria isso a lição que as mortes nos dariam, tarde e a más horas, mas infeliz lição. 

Assim não se tira lição nenhuma. Uma semana depois de uma azáfama de verificação de falésias, a célebre encarnação do ditado "casa roubada, trancas à porta", chegou-se à conclusão que várias arribas estão exactamente na mesma situação das da praia Maria Luísa, e são consideradas "perigosas". Se não houvesse a regra da "relassa fraqueza", teria que se tirar a conclusão óbvia de que tinha que ter havido incúria, porque a verificação que se fez agora era suposto estar a ser feita de forma regular antes. Foi como as pontes depois do acidente de Entre-os-Rios. Foi-se verificar como estavam várias pontes e estavam mal. Será que tudo foi corrigido depois dos holofotes se terem virado para outra calamidade? Duvido, "a relassa fraqueza (...) estraga entre nós toda a Disciplina e toda a Ordem "

 

in Público, José Pacheco Pereira

publicado por José Manuel Faria às 17:14

5 comentários:
Este Senhor Pacheco Pereira até tem muita razão. Escreveu aquilo que praticamente toda a gente diz e pensa.
Pena é que, para quem anda à tantos anos na órbita do poder, nunca tenha conseguido colocar ordem e disciplina!
Cumprimentos.
Para o que der e vier a 29 de Agosto de 2009 às 23:46

Correcto, mas entre o pensar, dizer e escrever há muita diferença e comprometimento!

O " à " de "à muito tempo" no seu texto tem " h".
ou seja " Há muito tempo."

Anónimo a 30 de Agosto de 2009 às 02:30

Correcção;

Não é há tanto tempo", mas " há tantos anos" o erro é o mesmo, o "h" a frase é que é diferente!
Anónimo a 30 de Agosto de 2009 às 02:32

Tem V.Ex.a toda a razão.
Estou tanto envergonhado que nem sei o que dizer!
Acontece..!
Em minha defesa, contudo, só posso alegar ter recentemente acabado o 12º e através das "Novas Oportunidades"!
É que no meu tempo de juventude não havia condições, quer económicas, quer de índole social, que me permitissem estudar para além da 4ª classe. De todo modo, aceite os meus penhorados agradecimentos pela licção.
Muito obrigado.
Cumprimentos.
Para o que der e vier a 31 de Agosto de 2009 às 12:14

Obviamente que, malgrado o cuidado que se me exigia, no comentário que antecede, voltei a cometer um erro de ortografia quando escrevi a palavra: "licção ".
Não pretendendo fugir à responsabilidade, direi, apenas, que se tratou de um "erro de simpatia" que resultou da circunstância de, no momento em que escrevi "licção" estar a pensar no vocábulo: "prelecção".
De todo o modo, a todos, apresento o meu sincero pedido de desculpa por mais este (imperdoável) erro. Muito obrigado.
Cumprimentos.
Para o que der e vier a 31 de Agosto de 2009 às 17:18

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