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Jun 15

Tempo de Avançar

 

No dia D da Europa, escolhemos a Dignidade e a Democracia

A União Europeia e o FMI quiseram obrigar o governo da Grécia a aceitar a destruição completa do seu país em troca de dinheiro para pagar aos credores durante alguns meses. A cada proposta do governo Grego, a União Europeia respondeu com exigências cada vez mais absurdas. O objetivo tornou-se claro: fazer o governo Grego aceitar condições ruinosas para o seu país, para o derrubar e por no seu lugar não se sabe o quê.

Ao recusar o ultimato, e ao dar ao povo grego voz na decisão, o governo Grego está a mostrar ao mundo o que significa ser firme e fiel a um mandato democrático. Está ao mesmo tempo a dar um ou dois dias às instituições europeias para que reavaliem as suas decisões.

Ainda é possível, hoje e amanhã, evitar que se desencadeie um processo cuja evolução e consequências ninguém sabe prever.

O governo português que tudo tem feito para dificultar as negociações com a Grécia deve ser chamado a prestar contas pelo seu alinhamento com as posições mais aventureiras que estão a por em risco a União Europeia e o nosso país. O governo português e a coligação terão de responder perante os portugueses pelas consequências desta irresponsabilidade para Portugal.

Todos os que podem ter alguma influência nas decisões europeias têm o dever, nestas circunstâncias críticas, de clarificar as suas posições e de contribuir para que a sensatez prevaleça. Cabe a toda a esquerda europeia defender uma solução sensata para a Grécia e para a União Europeia. O péssimo exemplo dos partidos socialistas e social-democratas que participam em governos como o francês, italiano, o alemão ou holandês, e que têm participado ativamente na estratégia de aniquilação da Grécia e de derrube do seu governo democrático, deve ser claramente rejeitado, a começar pela sua própria família política, que inclui o PS em Portugal.

O lado que a candidatura cidadã LIVRE / TEMPO DE AVANÇAR escolhe neste dia D da Europa é o lado da Dignidade e da Democracia. Não há dívida, não há tratado, não há nada que justifique a condenação absurda de todo um povo à pobreza em violação flagrante dos direitos humanos. Quando os poderosos ultrapassam limites o lado certo é o da Dignidade. Quando a Democracia está em risco, o lado certo é o dos governos e dos povos que não abdicam da prerrogativa soberana de decidir coletivamente o seu destino. O lado certo é o da Grécia.

LIVRE/Tempo de Avançar.

publicado por José Manuel Faria às 15:53

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