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Jan 15

 

O objectivo é levar mais longe a conciliação entre a democracia representativa e a democracia participativa. Concretizando: elaborar um programa de governo, ouvindo e colhendo contributos do maior número de pessoas possível e elaborar listas eleitorais às legislativas através de primárias abertas a todos. 

A Candidatura Cidadã Tempo de Avançar é, assim, um passo em frente na modificação de procedimentos eleitorais que o Livre tem introduzido na política portuguesa. Depois de nas europeias de 2014 terem feito listas de candidatos através de primárias, agora repetem a experiência mas alargando o universo a vários movimentos e independentes. A ideia é que todas as pessoas possam propor e ser propostas como candidatas e votar depois na escolha dos nomes que entrarão na lista apresentada no Tribunal Constitucional. “As primárias vão fazer com que, pela primeira vez, a escolha dos representantes dos cidadãos à Assembleia da República passe por um processo que não depende das direcções de partidos”, afirma Rui Tavares.

Para que isso seja possível, a Convenção da Candidatura Cidadã Tempo de Avançar, que se realiza no próximo domingo, aprovará um conjunto de documentos. Um será de orientação política, outro sobre o funcionamento orgânico da Tempo de Avançar e a eleição dos membros dos órgãos do movimento. Mas também irá ser aprovado o regulamento das primárias. Além das grandes linhas programáticas. Já depois da Convenção “segue-se o processo de elaboração do programa eleitoral propriamente dito, medida a medida, conteúdo a conteúdo”, tal como a preparação das primárias, explica Tavares.

Entre os que estão neste processo destaca-se a Associação Fórum Manifesto formada por ex-membros do BE, nomeadamente os que se afirma m herdeiros da Política XXI, partido fundador do Bloco. “Esta aproximação entre Livre e Manifesto e outras associações é algo de novo”, explica Ana Drago, antiga deputada pelo BE e dirigente do Manifesto. “Percebemos que não chega formar organizações e somar organizações, é preciso criar um espaço de construção de programa. O momento que o país vive tem que dar consciência de que é preciso criar espaços para dar respostas que sejam mais do que somar forças.”

Assim o objecto é elaborar também um programa eleitoral de forma nova. Rui Tavares explica que tudo nasceu perante a incapacidade de os partidos parlamentares de esquerda se entenderem. Já em 2012 lançou o Manifesto por uma Esquerda Livre com pessoas como Renato Carmo, André Barata, Marta Loja Neves, Vera Tavares e Safaa Dib, que hoje estão no Livre.

“Era o nosso grito de alma acerca da esquerda europeia e portuguesa, na tentativa até de não fazermos partido. Era um alerta. Não houve mudança nos partidos de esquerda, não houve diálogo para a mudança e evoluímos para a ideia de partido como catalisador dessa dinâmica”, precisa Tavares.
E acrescenta que, “se do ponto de vista partidário o apelo era solitário, do ponto de vista da sociedade ele era prevalente”. Por isso decidiram evoluir para um partido que sirva de jangada a um movimento no mar eleitoral das legislativas. “Vamos envolver centenas de cidadãos pelo país todo. Há uma participação cívica diferente”, garante Tavares.

Mas Rui Tavares adverte que as inovações não terminam no dia das eleições. “Uma das coisas mais importantes deste processo é o que se passará das eleições para a frente, no momento em que a Candidatura Cidadã se transformar em Legislatura Cidadã”, garante o ex-eurdeputado, que insiste na ideia de que o movimento Tempo de Avançar “não morrerá no dia das eleições: vai durar quatro anos de legislatura, para trazer mais qualidade e mais reflexividade, para que a representação seja uma via de dois sentidos.”
Isso significa que “o movimento continuará o trabalho local, com assembleias locais, com assembleias cidadãs, com o objectivo de debater propostas legislativas e para debater e aprovar um programa governativo. Passa a ser mais exigente, porque para levar o compromisso da maioria terá de ser muito detalhado nos conteúdos.

público

 
 
publicado por José Manuel Faria às 08:29

9 comentários:
Revejam-se no DIMAR ,andar a pedir batatinhas ao PS, vai ser o vosso enterro.
Anónimo a 27 de Janeiro de 2015 às 13:31

Dimar?

Je suis Syrisa.

Então está no partido errado.

O seu partido e o seu chefe, defendem a aliança e o apoio ao PS, o Syriza NUNCA andou a reboque de ninguém .

Mesmo após as eleições e perante a recusa do KKE, não procurou o Pasok, porque o Syriza´é anti Troika, anti-austeridade, e pele reestruturação da divida.

Por cá todos sabemos quem assinou o memorando da Troika, quem defende uma austeridade dita mais suave, e foge a sete pés em falar numa possivel reestruturação da dívida, e apesar disso há quem queira " condicionar" o PS.....

Por tudo isso ou o JMF é oportunista e apanha o comboio que mais lhe convém, ou como eu penso ESTÀ NO PARTIDO ERRADO.
Anónimo a 28 de Janeiro de 2015 às 11:57

É bom que a discussão política seja elevada: agora não é sério comparar o PS ao Pasok para além de todos sabermos que em Portugal não há Syrisa.

Tanto a estrutura como a conjuntura política/económica/social gre
ga é muito diferente da nossa.

- Cá o PCP e o BE não pediram aumentos de 50% do salário mínimo assim
como não defendem electricidade gratuita para os mais pobre.

Deixe de tentar atirar poeira para os olhos de quem o lê.

Deixe isso para o chefe do seu partido , o Rui Tavares que esse dará todas as cambalhotas possiveis para ter tempo de antena.

A estratégia do seu partido é a estratégia do Dimar, que como muito bem sabe, deu o resultado que deu.

O Pasok também tinha várias sensibilidades como cá o PS, só que o Syriza não tentou servir de muleta ao PS, afirmou a sua alternativa , e isso trouxe ao Syriza muita gente de ESQUERDA do PS , e não o contrário.

A situação de Portugal é diferente da Grécia, mas no essencial os problemas são os mesmo, uma politica de austeridade que levou a um aumento brutal do desemprego e da pobreza, um Tratado Orçamental assinado pelo PS PSD e CDS, que impede uma saida, uma divida impagável, e um PS que tenta passar pelos intervalos da chuva, sem se comprometer.

A ESQUERDA não pode ter ilusões, deputados ditos da esquerda do PS aprovaram o primeiro Orçamento de Estado do governo PSD-CDS, deputados ditos de esquerda do PS, opuseram-se a que as leis contra a corrupção fossem aprovadas, sobre o Tratado Orçamental e a Reestruturação a divida, ninguém sabe o que o PS quer, e perante este cenário, ainda há quem á ESQUERDA, queira condicionar o PS.

Esta estratégia foi a estratégia do DIMAR, e contra isso batatas.





Anónimo a 28 de Janeiro de 2015 às 14:03

Parece que o "renegado Dimar" tem um amigo no governo do Syrisa, o Ministro das finanças! Yanis Varoufakis...já o Fazenda ninguém o conhece.

http://www.publico.pt/mundo/noticia/yanis-varoufakis-um-radical-moderado-e-um-economista-acidental-1683544?page=2



Os politicos pequeninos precisam de plantar estas noticias, para provarem que existem , e para que se saiba que conhecem ministros no novo governo da Grécia, é o deslumbramento dos mediocres.

A POLITICA com P grande não é feita por cidadãos destes, é feita por homens com convicções.

Se soubesse quantos portugueses enviaram felicitações, e receberam respostas , dos actuais dirigentes da Grécia, ficaria surpreendido.

Há um velho cidadão de uma aldeia da zona de Santarém que conheceu o Tsipras quando ele em 2009, esteve num jantar de comemoração do aniversário de um partido português em Santarem, mandou-lhe um mail de felicitações e veja lá, o Tsipras respondeu-lhe, mas ele não tem acesso ao Publico, como o Rui Tavares , e mais importante , não acha importante andar a pôr-se em bicos de pés.

Tenha uma boa noite.


Anónimo a 28 de Janeiro de 2015 às 20:10

Como não sou porta-vos do Fazenda pouco me interessa se ele é pouco ou muito conhecido.

Sei no entanto que o Luís Fazenda é do Bloco de Esquerda e desde 1999 tem sido sempre eleito pelo distrito de Lisboa, para a Assembleia da Republica.

A ÚNICA vez que o seu chefe foi eleito, foi como independente , com os votos do Bloco de Esquerda, e com o percurso que todos conhecemos.
Anónimo a 28 de Janeiro de 2015 às 20:24

O LIVRE não tem chefes. Quem quiser fazer parte do GC tem de ir a votos assim como ser candidato - não há CP, concelhia ou distrital (chefes) que aprova ou não os candidatos. São os cidadãos que determinam se a Drago ou o Tavares serão os primeiros candidatos a Lisboa.
Esta realidade irrita boa gente, aliás, tamanha preocupação do BE relativamente ao Tempo de Avançar é o receio de ser ultrapassado.


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