
"O documento, a que o PÚBLICO teve acesso, e que foi discutido no passado fim-de-semana num plenário em Coimbra, levantou polémica. Os coordenadores ficaram mesmo encarregues de elaborar uma proposta mais clara sobre eventuais áreas a partilhar. Com a garantia de que não haverá dois coordenadores e um porta-voz, como redigido numa primeira versão, mas dois líderes com responsabilidades idênticas, embora com funções distintas.
O modelo não está fechado, mas a divisão de tarefas pode passar pelos pelouros de cada um no Parlamento, na organização do partido, nos contactos institucionais ou até na elaboração de programas eleitorais. “Uma fórmula que potencie mais as competências específicas e o perfil de cada um”, explica ao PÚBLICO o dirigente Jorge Costa.
“Não faz sentido continuarem os dois a fazer o mesmo”, diz outro dirigente, que acrescenta que é preciso “valorizar essa ideia de que a Catarina Martins diz na cara do adversário o que mais ninguém tem coragem e de que João Semedo é uma pessoa a quem compraríamos um carro usado”.
Apesar das “virtualidades reveladas pelo modelo” a dois, a moção refere que “o Bloco pagou o preço de ser o primeiro partido português a estabelecer a paridade na sua representação”. O partido reconhece vários erros e hecatombes eleitorais, definido o próximo conclave como o mais importante desafio desde a sua fundação."