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Out 19

Ultrapassadas as Eleições Legislativas e conhecido que já é o novo Governo será tempo de começar a preparar o próximo ato eleitoral, as Eleições Autárquicas de 2021.

O próximo ano será de reorganização de concelhias, com possibilidade de conhecermos novos líderes, nomeadamente no CDS/PP, uma vez que José Abreu estará a cumprir o seu último mandato e não lhe é permitida uma recandidatura. Talvez Francisco Correia seja o homem que se segue na liderança da Concelhia Popular, estando o atual presidente da Junta de Freguesia de Infias a cumprir também o seu terceiro e último mandato na liderança daquela autarquia, o que lhe conferirá maior disponibilidade para assumir este desafio.

No PSD, as eleições deverão ser nos primeiros meses de 2021. Jorge Pedrosa é líder da Comissão Política da Concelhia desde 2015, estando também a cumprir o terceiro e último mandato consecutivo. Devendo, neste caso, ser a próxima Comissão Política a indigitar o candidato do PSD ou, porventura, da Coligação, à presidência da Câmara Municipal de Vizela nas Autárquicas de 2021, bem como definir a renovação ou não de um acordo pré-eleitoral com o CDS/PP. Prevê-se que este seja um dossier a gerir com “pinças” por Jorge Pedrosa, que terá aspirações em manter-se em funções no Município de Vizela, onde é responsável por pelouros relacionados, entre outros, com a Juventude e Serviços Jurídicos. Ao mesmo tempo, o PSD terá de se preparar para a campanha eleitoral mais difícil de sempre. Ao fazer parte da atual solução governativa ser-lhe-á mais complicado colocar-se como alternativa perante o eleitorado. A ver vamos. Não julgo ser possível o cenário de um acordo pré-eleitoral com o Movimento Vizela Sempre, que não terá interesse em se posicionar à direita.

Já no PS haverá eleições internas no próximo ano. Tudo indica que, a contar com o apoio da Federação Distrital de Braga do Partido Socialista, a atual líder Dora Gaspar vá avançar para uma segunda candidatura, poderá é não ir sozinha a eleições, veremos, mais à frente, o que acontecerá. Depois a casa terá de ser arrumada na preparação do projeto do partido tendo em vista as próximas Autárquicas, uma vez que do último constaram vários independentes, alguns dos quais se foram desligando da atividade política ao longo dos últimos dois anos.

Relativamente ao Movimento Vizela Sempre julgo não haver margem para dúvidas em relação à sua liderança, sendo que a mesma se deverá manter em Victor Hugo Salgado. Tentará bater-se por uma maioria absoluta e terá em mãos o desafio de encontrar para a freguesia de Caldas de Vizela um candidato com a mesma expressão de Mário José Oliveira e que já veio manifestar publicamente a sua decisão de não se recandidatar. Por agora, Victor Hugo Salgado saberá também que uma candidatura pelo movimento independente criado em 2016 lhe será mais favorável do que um hipotético regresso ao partido que representou nos seus primeiros anos de vida política ativa - o PS.

Terminar com a CDU e o Bloco de Esquerda, embora com realidades diferentes, o primeiro representado por António Monteiro há vários anos e o segundo com várias alterações ao longo dos tempos, tendo agora como porta-voz Amândio Vila Real. Ambos terão muito trabalho pela frente, principalmente de proximidade com o eleitorado, no sentido de recuperar a sua representação nos Órgãos Autárquicos.

A ver vamos. Todos por Vizela. Assim esperamos todos.

RV

publicado por José Manuel Faria às 18:52

7 comentários:
O PSD em Vizela está, há muito tempo, reduzido (do ponto de vista da sua militância ativa) aos membros da sua Comissão Política.
O atual presidente encarregar-se-á de fazer eleger um títere que garanta a sua recandidatura à presidência da CM em 2021, com vista a acalentar a vã esperança de continuar a exercer na CMV as suas irrelevantes funções.
Concordo com a editorialista quando prevê um sério revés eleitoral para a estrutura local do PSD.
Anónimo a 27 de Outubro de 2019 às 09:56

Coitado, esperem para ver, alegadamente se o VHS ganhar com a maioria, sim o que é normal visto ainda não ter parado de fazer campanha, o JP vai de vela, é só esperar, também verdade seja dita que figurinha anda lá a fazer o JP, até mete dó, bem mas garante ao menos um bom ordenado ao fim do mês e muitos jantares e festas.
Anónimo a 27 de Outubro de 2019 às 16:31

Boa análise, mas ainda falta muito tempo para as eleições, não seria muito mais importante esta menina fazer uma grande entrevista a VHS sobre as contas que foram publicadas/documentadas no Faceboock do Prof. Carlos Alberto?
Será que os Vizelenses pelo menos alguns não estariam interessados em ouvir/saber se os valores astronómicos em festas e avençados são verdade e se sim quais os argumentos?
Não era VHS que dizia que ia baixar a verba com o pessoal?
Jornalismo também é isto, ou será que estarei enganado?
Anónimo a 28 de Outubro de 2019 às 13:04

E porque razão deveria a editorialista desempenhar uma tarefa típica dos eleitos que estão na Oposição a este contínuo desgoverno municipal, com gastos de recursos públicos na satisfação de interesses irrelevantes para o desenvolvimento estrutural do município de Vizela?!
Acrescento... parece que não tem estado atento ao tipo de jornalismo praticado localmente. Os órgãos de comunicação social local (com as honrosas exceções dos saudosos Abel Pinto e Domingos Melo, que íam atrás da notícia e não faziam fretes aos situacionistas), há muito tempo que demonstram, por vezes, um certo temor, uma certa promiscuidade com quem governou o município de Vizela. Tivemos situações de uma campanha de boicote local a comprar espaço no Notícias de Vizela para fazer publicidade, levada a cabo pelo Município (que contou coma adesão de muitos operadores económicos locais afetos ao PS local) e que levou ao início das dificuldades financeiras que levaram, em último caso, ao desaparecimento desse antigo jornal. Assistimos a uma direção de informação, depois de uma longa carreira muito do agrado dos dirigentes locais do PS, a encetar uma carreira política na CMV e na Comissão Concelhia desse partido. Assistimos, em várias sessões da AMV e durante os debates, à troca constante de SMS's entre essa vereadora e uma repórter da RVJ. E, last but not the least, tivemos uma campanha eleitoral em que a força política vencedora contou com a esforçada colaboração daquele que, por coincidência, era o presidente da direção da entidade proprietária dos dois órgãos de comunicação social local remanescentes. Em qualquer parte do mundo civilizado esta situação seria um escândalo. Aqui em Vizela tudo foi encarado de uma forma muito tranquila...!
Mas uma coisa é certa, não conheço muitos casos de jornalismo de investigação feito por órgãos de comunicação social local.
Anónimo a 29 de Outubro de 2019 às 11:39

Existem pessoas que não merecem o emprego que têm, ou melhor em vez de serem pagas deviam pagar para trabalhar, pois a capacidade que demonstram é deplorável, de simpatia,amiguismos, e sabe se lá mais o quê.

PROPOSTA DE MAPA DE PESSOAL 2020:

Esperemos que nesta reunião a oposição neste caso o PS, peça a ata da avaliação dos funcionários e peça explicações do inexplicável, pelo menos a Dora Gaspar sabe do que se passa/ou, e tem obrigação de explicar aos vizelenses o que aconteceu, o porquê, porque teve no AI, e agora afinal a montanha pariu um rato.
Alguém tem que por um travão a esta gente, as pessoas merecem respeito.

Anónimo a 29 de Outubro de 2019 às 20:36

ALEGADAMENTE o artigo de opinião de Luís Almeida deve ser mesmo escrito por ele, com tanta percentagem e conhecendo a pessoa, duvido mas........... até pode ser.
Mas Luís Almeida não critique, porque não deitar mãos á obra e candidatar se a Presidente do PS em Vizela?
As eleições são já em Janeiro, não basta criticar tem é que se fazer melhor, força.
Anónimo a 31 de Outubro de 2019 às 13:10

Victor Hugo Salgado, presidente da CMV, explicou que o aumento com os Recursos Humanos está relacionado com a transferência de competências na Educação, mas também com os ajustes que se perspetivam no salário mínimo nacional e na reposição remuneratória da função pública.

Olha este, quando não tem argumentos vem com planos a longo prazo, e se as perspectivas não acontecerem?
E mais, a transferência de competências a Câmara vai receber verba do estado, ó VHS tem cuidado que as pessoas ás tantas começam mesmo acreditar em tudo o
que dizes, um milhão e 700 mil euros é muita massa para recursos humanos, mas é preciso não esquecer e aí a oposição esteve mal ao não questionar, quanto é/foi que
a Câmara gastou e/ou vai ser preciso em 2020 só para pagar aos funcionários em horas extras na realização das festas e das apresentações.
Quanta ao valor das obras ao dizeres, para pôr tudo em prática seriam precisos 40 milhões, primeiro fazias as continhas e depois dizias.
Assim não.


Anónimo a 31 de Outubro de 2019 às 20:04

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