
(...)Não será assim, dizem-me, com os comunistas portugueses, que estão no Parlamento e nas autarquias, participando da democracia, longe por isso de partilhar deste destino trágico. Quem diz isso nunca leu o Avante e desconhece o PCP. Os comunistas portugueses não se demarcaram até hoje dos milhões de crimes cometidos pelos regimes que apoiam. Mais, estão hoje, em pleno século XXI, na linha da frente da defesa ativa, nem sequer tímida ou envergonhada, de regimes assassinos. Nenhum partido português - desconfio que nem mesmo o Bloco de Esquerda - conseguiria durar um ano que fosse a promover regimes assassinos nos seus congressos, festas e órgãos oficiais como faz o PCP. Mas o PCP pode, e ainda aparece a dar lições de democracia. Peço imensa desculpa, mas enquanto não houver essa demarcação, honesta, séria, nada me leva a suspeitar que os comunistas portugueses se comportariam de forma diferente se alguma vez chegassem ao poder, e por isso não aceito qualquer lição de democracia vinda daqueles lados.(...)