"O tema eutanásia como já se viu até por aqui não é de esquerda nem de direita, é tão somente enquanto cidadãos, querer ter como já se viu até por aqui não é de esquerda nem de direita, é tão somente enquanto cidadãos, querer ter a liberdade de decidir quando confrontrados em final de vida com um sofrimento atroz e irremediável, ter a possibilidade de decidir que fim queremos ter. Se há coisa que o 25 de Abril nos deu é a liberdade inalianável de podermos fazer as nossas escolhas em liberdade, de poder decidir. Por isso custa-me cada vez mais perceber posições de partidos que limitam essas liberdades e consequentemente direitos, e aqui refiro-me à disciplina de voto dos partidos na possível legislação da eutanásia na próxima semana no parlamento. Que o CDS o faça entendo, está na sua matriz, agora o PCP, um partido que apregoa a liberdade de decidir aos quatro ventos é uma decepção nesta matéria. Os argumentos utilizados para ser do contra então são um mimo, porque é falso que os cuidados paliativos, de que tanto se fala, sejam eficazes o suficiente para evitar o sofrimento. Penso que nunca devem ter feito um simples exercício. Simples e honesto, do ponto de vista intelectual, que é o de se meterem na pele destas pessoas.
O que será viver completamente imobilizado numa cama durante 30 anos, sem hipótese de recuperação? Como será suportar dores lancinantes por tempo indefinido? Até que ponto é suportável saber-se que se vai viver em sofrimento extremo até o corpo, finalmente nos libertar? Quem é contra a eutanásia faça este exercício, é simples não custa nada, é tão somente pôrmo-nos na pele do outro"
Ana Sá