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Nov 19

A proposta de Documentos Previsionais – Opções do Plano e Orçamento para 2020 da Câmara Municipal de Vizela (CMV) foi aprovada na reunião extraordinária do Executivo Municipal.

O documento, que apresenta 19 milhões 971 mil 413 euros de Orçamento, foi aprovado por maioria, tendo os dois vereadores do Partido Socialista (PS) votado contra.  

Foram os socialistas os primeiros a intervir e a justificar o seu sentido de voto. Para Horácio Vale, o documento é “vago e generalista” e não aposta nas “áreas que deveriam ser prioritárias para o concelho”.  Durante a reunião, Horácio Vale apresentou dezenas de obras e de medidas que constavam, referiu, dos programas eleitorais do PS, do Movimento Vizela Sempre e da Coligação PSD/CDS-PP. Na resposta, o presidente da CMV afirmou que para pôr tudo em prática seriam precisos 40 milhões de euros, algo que o vereador socialista refutou.  

Já Dora Gaspar disse não entender que num ano que será de obras, se baixe 15% o valor do Plano Plurianual de Investimentos (PPI). A vereadora lamentou que o Executivo não aposte na amortização de dívida, questionou a subida do aumento de 1 milhão e 700 mil euros nos Recursos Humanos e lamentou que “não estejam a ser cumpridas as promessas feitas”. Mas a vereadora socialista começou por “puxar dos galões” afirmando que o documento apresentado “reflete a boa herança que o PS deixou”, referindo-se a um conjunto de obras integradas no Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU) e no Plano de Ação de Mobilidade Sustentável (PAMUS), que resultam de projetos deixados pelo PS.

O presidente da CMV, Victor Hugo Salgado contra-argumentou, afirmando que dizer que 2020 “não será um ano de investimento é mentira”.

Já a vereadora Fátima Andrade, da Coligação PSD/CDS-PP, explicou o seu voto favorável pela necessidade de se avançarem para o terreno as obras projetadas.

Na reunião desta quinta-feira do Executivo Municipal de Vizela, também se discutiu e votou a proposta de Mapa de Pessoal para o próximo ano.  Fátima Andrade, vereadora da Coligação PSD/CDS-PP, absteve-se porque entende que a aposta do Município não deveria passar pela criação de novos postos de trabalho, mas sim por reorganizar os seus serviços.

Também os vereadores do PS se abstiveram. Dora Gaspar fala que o documento é pouco transparente, reforçando novamente o aumento de 1 milhão e 700 mil euros com Recursos Humanos. Para a vereadora, o Município não aposta nas áreas essenciais.

Victor Hugo Salgado, presidente da CMV, explicou que o aumento com os Recursos Humanos está relacionado com a transferência de competências na Educação, mas também com os ajustes que se perspetivam no salário mínimo nacional e na reposição remuneratória da função pública.

 

Rescaldo da Reunião extraordinária do Executivo Municipal para conferir na próxima edição do RVJornal.

Na próxima terça-feira, dia 05 de novembro, haverá nova reunião, desta feita de caráter ordinário.

RV

publicado por José Manuel Faria às 12:01

Dora Gaspar esteve tantos anos no desempenho de funções executivas na CMV, tendo mesmo exercido as inerentes funções de Vice-presidente do referido órgão aquando da cessação de funções executivas do vereador Victor Hugo Salgado... logrou detetar uma diminuição de 15% das dotações do PPI para o ano de 2020 e não foi capaz de verificar onde isso ocorreu?! E que tal usar o mesmo método comparativo usado para detetar essa diminuição global no total da verba do PPI em 2019 com a prevista para 2020, e usá-lo rubrica a rubrica?! Não teve tempo, foi?! Ou também foi acometida pela preguicite, que pelo visto anda a atacar a cmv?!
E, afinal, qual a relevância dessa crítica?! Não saberá ela, por ventura, que o importante é que o investimento seja feito e não tanto se a sua execução é feita de forma progressiva, regressiva, constante, etc?! Tudo dependerá da gestão financeira, da disponibilidade de recursos financeiros e das despesas previstas em cada exercício.
O relevante na análise de um PPI é, tal como foi em parte aflorado pelo vereador Horácio Vale, é a relevância dos investimentos inscritos nesse documento previsional na satisfação de necessidades públicas prioritárias, ou saber como é que esse investimento será suportado, ou em que medida o município afetará boa parte dos seus recursos financeiros próprios ou terá de recorrer a capitais de terceiros, ou em que mediada esses investimentos excedem ou não a capacidade sadia do município se endividar, etc.
Se não forem as intervenções mais ou menos argutas de eleitos como Horácio Vale ou Carlos Alberto Costa, Victor Hugo Salgado terá exercido este mandato de forma muito tranquila e preguiçosa, por causa de uma oposição globalmente incompetente, nada inteligente, vendida, incapaz e preguiçosa.
Anónimo a 6 de Novembro de 2019 às 10:40

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